quarta-feira, 14 de abril de 2010

É para poucos

Amigos leitores, neste texto, vou confessar um pouco de mim, para vocês, talvez eu não consiga me expressar, assim, como muitos gostariam de saber, mas prometo fazer um breve relapso de alguns detalhes pessoais. E bem pessoais! Só que falar de nós mesmos é algo muito chato, até mesmo pelo simples motivo de não nos conhecermos bem. E se a gente se conhecesse, vamos ser sinceros, seria ruim, pois, já que a vida é uma longa descoberta. E descobrir em nós mesmos, mistérios que só as estrelas podem revelar, isso sim, vamos ser mais sinceros ainda, é para poucos. Acordar pela manhã e poder abraçar o sol, senti-lo adentrando a nossa alma, deixando fluir em nós um ar de liberdade, mesmo que seja em um lugar agitado, como nas grandes cidades, olhar o dia vindo de encontro a nossa existência, e fazendo parte de nossa história; vamos ser sinceros, é para poucos! E amar a todos sem se preocupar com o que vai receber, sem o interesse da troca, apenas amar por amar, e amar sem escolher a quem... amar as pedras que caminham pelas calçadas, amar os fantoches andantes, e poucos simpáticos, amar o grito do cidadão que luta por seus direitos, amar aos sobreviventes que habitam debaixo dos viadutos, nas calçadas... sobreviventes esses que nós mesmos abandonamos. Sim, vamos amar a moça que sentada por detrás de uma mesa de escritório, com um diploma guardado, quase sem ser utilizado, entrevista as pessoas, e escolhem alguém, conforme foi projetado pela empresa e, muitas vezes ignora até mesmo o sapato velho que o entrevistado usa. Coitado do entrevistado, já está desempregado e ainda ser obrigado a se vestir conforme exige o mercado empresarial. É complicado morar numa sociedade onde as pessoas não olham mais no seu rosto para te ajudar, olham, na verdade, para encontrar um deslize, para te condenar, é complicado viver numa sociedade onde o cérebro humano passa a ser os bens materiais, pois o SER nesta pós-modernidade, cada vez mais está sendo trocado pelo TER. Mas precisamos amar amar mesmo que a maré esteja forte demais contra nós. O que não podemos é repetir os atos desumanos, e já que temos essa consciência, só amando podemos mudar o mundo, e o mundo não está muito ausente, está dentro de cada um, no olhar de cada um...

Amar, neste tempo agitado, não é mais um verbo, é ação mesmo, e nossa!

adenildo lima

Um comentário:

Aline Oliveira disse...

Olá, muito obrigada por comentar em meu blog. Estou aqui retribuindo... e seguindo você!

Beijus... bom fds!!!