domingo, 18 de abril de 2010

A crônica do dia anterior

Ontem, no período da tarde, fui à vila Mariana, alguns amigos me chamaram para bebericar umas conversas, junto com uma cerveja, e fui. Fui de ônibus. Sexta-feira, dia bonito, um pouco frio, um pouco quente, um belo dia para um encontro amigal, mas o que eu quero escrever neste texto, não é sobre o encontro com os amigos, que religiosamente a gente sempre se encontra, eu até acho que a única turma que terminou a facul e continua tendo os vários encontros, é a nossa. E voltando ao assunto, vou falar de algo que aconteceu comigo enquanto estava no ônibus.

Sentado, na poltrona, entram várias e várias pessoas, como de praxe, mas uma me chamou a atenção. Foi uma jovem menina, que aos meus olhos, linda demais! Sim, já estou enfatizando, pois, aos meus olhos ela é linda demais! Ela sentou na minha frente e, confesso, fiquei pasmo, olhei-a fixamente, o rosto, os cabelos, o olhar, a fisionomia dela, encantaram-me. Fiquei pensando comigo mesmo em um dia poder namorar uma garota linda, aos meus olhos, igual a ela, mesmo sabendo que já namorei garotas tão lindas quanto ela ou mais, mas não vivo de passado e, naquele momento ela era o meu presente.

Pensei em puxar um papo com ela, não tive coragem ou, talvez, não encontrei um assunto para iniciar, então, a única coisa que eu podia fazer era apreciar aquela obra de arte viva diante de mim. E foi o que eu fiz. Mas sem esperar algo aconteceu, algo que me deixou meio perdido, meio sem me encontrar.

- Olha como o sol está lindo, né?
- Ham, desculpa, não entendi.
- olha como o sol está lindo...

Ela repetiu. Sinceramente, eu não esperava que ela fosse puxar conversa comigo, mas iniciou. E comecei a conversar com ela, e em poucos minutos fiquei sabendo bastante da vida dela. Ela falou que fazia moda, e falou o nome da faculdade. Falei que tenho uma amiga que se formou em moda há pouco tempo. Ela falou que trabalha numa ONG, eu perguntei onde era, ela disse. Perguntei se ela g0stava, ela respondeu que sim, que gostava muito, pois trabalhava com crianças da periferia. Perguntei se ela morava na vila Mariana mesmo, ela disse que sim. Por fim, tivemos uma conversa bem conclusiva, inclusive ela falou que a mãe dela era professora. Falei que, também, sou. E ao falar sobre arte, eu disse que não entendia muito de moda, mas vivo neste mundo da arte. Ela perguntou o que eu fazia, eu disse que era escritor de literatura infantojuvenil e poeta.

Sinceramente, eu acho que ela não acreditou nas minhas palavras, mas fazer o que se eu estava apenas falando a verdade? Diante dela fiquei, como que paralisado. Sabe, amigo leitor, quando nós ficamos diante de alguém e não queremos perder o contato, foi assim que me senti. Veio-me uma vontade louca de ficar mantendo contado com ela, sei lá, de poder me encontrar com ela outras vezes, perguntei o nome dela e, se eu não esqueci, ela falou que se chamava Ana. Perguntei se ela estava com caneta para notar o link do meu blog, ela disse que não.

E esse não me deixou meio triste, confesso, gostaria de poder manter contato com ela. Ela me encantou. Falei o nome do meu blog, e pedi pra ela acessar, ela disse que acessaria, mas acredito que não, que ela não vai acessar.

Assim é a vida.... encontros e desencontros do acaso....

adenildo lima

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