terça-feira, 3 de novembro de 2009

uma gota de saudade caiu de uma folha no meu jardim

uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora. a imensidão do tempo me faz lembrar você, o mar, as ondas calmas da praia, o vento suave, o sorriso da mulher desconhecida na poltrona da frente, no ônibus, a balsa cortando a água para me levar para ilha. uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito. uma poesia construída na infinitude da natureza que beleza, me apaixono por tudo aquilo, um gole de cerveja para refrescar a mente, o corpo cai na água e abraça suavemente a imensidão do mar, uma criança brinca, outra corre na areia, sorrisos ganham o silêncio mar adentro; amigos se divertem, conversam sobre a vida, sobre o bom de viver, outros apenas vivem. uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora. lembro da infância; e muitos me respeitam pela infância que tive, um respeito carinhoso para alguém que tanto ama a vida e tanto lutou e luta sempre buscando respeito, lembro também das brincadeiras de adulto, e quem disse que sou adulto? aquela criança vive em mim sem fim, enfim, ser criança é tão bom. uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora. lembro da mulher amada e tenho saudades da mulher odiada, pois sei que ela tem tanto amor pra dá, lembro dos beijos saborosos, sim, saborosos com sabor de amor, que hoje, vem com saudade; ah, lembro também do carinho carinhoso do meu pai.

uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora.

adenildo lima

Nenhum comentário: