domingo, 15 de novembro de 2009

Um livro solitário na estante

Não reclame de minha ausência, Lúcia, me ausento porque te amo, fujo porque sei que não posso estar contigo, e não choro porque não tenho você para secar minhas lágrimas. Lúcia, não reclame do meu desaparecimento, entre mim e você, eu sou mais eu, eu preciso me preservar, você me fez sofrer demais; não, não diria você, você não tem culpa. Que culpa você tem de eu me apaixonar? Você não sabe o quanto é duro quando, pelas janelas dos meus olhos você passa com seu namorado, rindo, toda feliz. Mas, por favor, entenda: não é a sua felicidade que me deixa triste, talvez seja a culpa de mim mesmo de nunca ter declarado esse amor que tenho por você. É, Lúcia, mas esse amor é grande demais e eu tive medo que ele te assustasse, tive medo que você não acreditasse e, como sempre te falei: "O medo é a derrota de quem nunca teve a coragem de conhecer a vitória". Não reclame de minha ausência, Lúcia, você não sabe o quanto estou feliz pelo o que você está vivendo, tudo bem que eu gostaria que fosse comigo, mas entre mim e você eu sou mais eu, pois se eu me entregar a este amor que te tenho, posso até morrer só e, sendo mais eu, podemos ser nós mesmos.

Lúcia, não reclame de minha ausência, pois nesse momento não é egoísmo meu ser mais eu, por favor, entenda.

adenildo lima

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