quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A pós-modernidade

Estamos vivendo num mundo confuso, num mundo de perguntas sem respostas, de respostas sem perguntas; estamos vivendo no mundo das faces inventadas, o mundo pós-moderno.

O dia ou a hora em que surgiu o mundo pós-moderno, não sei, e acredito que não sabemos. Muitos estudos citam o ano de 1930, lá no mundo hispânico. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman acredita que a pós-modernidade surge com Freud no livro O mal-estar na civilização.

Na verdade não sabemos, eu sei que o termo pós-modernidade ganha ênfase no mundo a partir dos anos 50. Eu, particularmente falando, vou pegar o Brasil como base para este texto. Digo que o pós-moderno chegou no Brasil depois da Ditadura, isso por volta de 1984/5. E por quê?

No modernismo reinava o pensamento de esperança, o de chegar em algum lugar, de quebrar as regras construídas pelos modelos paradigmáticos, como por exemplo, os sonetos parnasianos, os modelos europeus etc. A pós-modernidade, no ponto de vista meu e, acredito que ponto de vista de muitas pessoas também, não há mais esperança, não existe um ponto de partida e muito menos um ponto de chegada no olhar dessa humanidade que corre desesperada sem saber pra onde. Por isso digo que o pós-moderno chegou no Brasil depois da ditadura, pois naquela época ainda existia um sonho, uma luta, um desejo de chegar em algum lugar.

A internete é a maior revolução na pós-modernidade, ela liga o mundo em um só segundo, mas ao mesmo tempo deixa as pessoas tão solitárias, e tão desligadas. E o pós-moderno é isso, é a busca da liberdade, é a busca de estar livre. Mas livre como? Os adolescentes têm milhões de amigos, mas ao mesmo tempo estão ausentes da própria família e, quando procuram um abraço, a tela virtual não é o suficiente para fazer isso. E as amizades, naquele momento, parecem inexistentes.

O mundo atual é o espaço dos rostos maquiados, inventados, recriados. Este é o momento de desconforto, de nunca estar bem, sempre querendo se renovar, sempre querendo imitar o primeiro popstar que aparece na mídia.

Resumindo, já que estou com sono e preciso dormir: o ser humano pós-moderno desconhece do próprio ser, é um estrangeiro sem coragem de encarar o espelho.

adenildo lima


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