domingo, 29 de novembro de 2009

Um eterno amor

Natali entregou-se completamente, acreditou no amor como nunca dantes. E como ela amava! Mas o amor é algo que precisa ser vivido, e não apenas esperado. E ela viveu! Conhecia Vinícius há um ano, mas nunca tinham transados. Transa para ela era muito pouco, sonhava em fazer amor, em viver um grande amor. E viveu!

Combinaram para passar o final de semana numa chácara, junto à natureza, recebendo o ar fresco e ouvindo o som do cantar dos pássaros. Natali tinha de Vinícius, todo respeito e amor possível que uma mulher espera de um homem, e isso lhe fazia bem.

Tomaram banho na piscina, acompanhados com o carinho da lua. Saíram e foram para o quarto. Uma música acompanhava e contemplava aquela hora tão esperada pelos dois. Vinícius tira a roupa de Natali com a ponta dos dedos e, acariciando a pele do corpo dela com a sensibilidade da ponta da língua. Natali vai ao extremo. Nunca tinha vivido um momento daquele antes.

Natali excita-se ao sentir o cheiro de Vinícius entrando pelas narinas. Sente o sexo sendo acariciado pelo carinho apaixonante dele. Sente os corpos juntandão-se e se transformando-os em apenas um. Ela o beija, geme e sente o amor como nunca dantes.

Os pássaros cantam, a natureza contempla aquele momento: os dois amam-se! Natali atinge o orgasmo, por um segundo ela desmaia. Vinícius abraça o seu corpo, beija os seios, e dormem!

Natali levanta da cama enquanto Vinícius dorme. Por um segundo sentiu medo de nunca mais viver aquele momento. Natali decidiu morrer amando, tendo a certeza que foi amada. E deixou uma carta explicando sua decisão.

Vinícius chorou, ficou triste, mas ele sabia que precisava respeitar a decisão dela. E por amá-la tanto. A respeitou.

adenildo lima

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nauseando 6

Na calçada, numa rua sem nome, sem começo e sem fim, estava sentado um senhor com umas barbas brancas, bem grandes! Tênis rasgados, roupa suja; um diário, um livro de poesia, um de filosofia e outro de litaratura. Ele estava lendo DOSTOIÉVSK.

Caminhando, como se estivesse correndo, vinha Natália. Jovem, com uma bolsa nas costas, um vestido solto ao léu; ao ver o senhor, desviou a caminhada.

- Bom dia, filha. Não precisa ter medo de mim, pra onde você vai com tanto charme, eu também eu vou pro mesmo lugar, com a minha simplicidade.

Ela assustou-se. Parou, e ficou lá onde estava. Olhou-o, como quem não quer nada, e perguntou?

- Para que serve a leitura para o senhor? Tantos livros!
- Jovem, eu que te pergunto: para que serve o saber para uma menina de sua idade?

A reação dela era de espanto, não esperava parar e ficar conversando com mendigo. Teve curiosidade de saber o que o levou para as ruas. Sentiu vontade de perguntar, não teve coragem. Olhou para o celular, estava um pouco atrasada, a empresa do pai dela, esperava-a.

- Anda com pressa, jovem? Não adianta correr tanto. Você sabia que pode chegar primeiro do que eu para o lugar que estou me aproximando?
- Desculpa, senhor, não entendi. O que o senhor quer dizer com isso?
- Não quero dizer nada, se as palavras não disseram, quem sou eu para querer explicá-las. Mas te olhando bem, posso ser sincero? Você tem um belo corpo.
- Vai pra merda!!!
- Calma, garota, só estou pensando ele indo de encontro a terra, voltando, transformando-se em cinzas ou lama. Mas não se preocupe, se você está fazendo alguma coisa de útil, pode ser lembrada, depois que partir.

Ela já estava ali, há uns dez minutos, aproximadamente. Olhou, de relance, a capa do livro de poemas.

- O senhor gosta de Fernando pessoa?
- Não tenho nada contra a ele. Mas se eu tivesse o conhecido, talvez não gostasse tanto dos seus escritos.
- Como assim, senhor?
- Como assim, filha, você pergunta? A arte é uma coisa, já o artista, outra. Leio porque preciso respirar, e escrevo porque não tenho espaço para falar. Os meus escritos são vômitos, tudo o que tentam forçar para eu engolir, que eu não aceito, vomito.
- Nossa! Nunca tinha ouvido isso antes.
- Você vive num mundo da fantasia. A univerisadede, te ensina o quê? A tua vida de filha de empresário, te ensina o quê? Me fala!!!

Ele alterou-se um pouco. Ela ficou o observando. Era estudante de filosofia, mas nunca tinha ouvido um discurso tão filosófico, tão real. E ele falava da vida, como um verdadeiro vivente, a vida vivida nas entrelinhas do dia-a-dia, a vida sentida, ao contrário da vida dos livros, que ela tinha.

Natália perguntou o nome dele. Ele disse que não tinha nome. Perguntou o que ele gostaria de ganhar no natal. Ele disse que não acreditava em papai noel. Natália queria fazer alguma coisa. O quê? Não se sabia. Ele pediu pra ela ir embora. Ela foi.

Quase todos os dias ela passava ali, e olhava, com um olhar procurando alguém. Aquele senhor não se encontrava mais naquele lugar. Ela queria fazer alguma coisa de útil para se sentir importante. (Tinha tudo o que queria e depois que ouviu as palavras daquele senhor, descobriu que não tinha feito nada de importante em sua vida).

E, num determinado tempo, numa manhã sombria, no lugar daquele senhor, estava um jovem, barbas cortadas, cabelo penteado e todo sorridente.

- Natália! - ele gritou.
- Quem é você? - ela perguntou.
- Não lembra de mim, Natália? Mas você lembra quando tentou me humilhar, lá na empresa do seu pai, lembra, né?

Ela assustou-se. Tentou ir embora. Ele pediu que ela ficasse mais um pouco.

- Natália, lembra do senhor que estava aqui, naquele dia? Foi você que o pôs aqui. Mas ele cortou o cabelo, arrumou a barba e vestiu uma roupa nova. Viu como ele mudou? Hoje ele é até encontrado nas livrarias.

- Natália, agora sou eu que te pergunto: quem é você?

adenildo lima


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Feira do livro na USP



Queridos e queridas acontece na USP a 11ª Festa do Livro da USP/2009 - Dias:
25-26-27 de novembro, das 9h às 21h.

LIVROS A PARTIR DE 50% DE DESCONTO !!! metade do preço !!!!!! VAMOS!!!!!!!!

Saguão do Prédio de Geografia e História da USP - FFLCH
Av.
Prof. Lineu Prestes, 338 - USP

Cidade Universitária - São Paulo - SP

Abraços, e vamos lá!

adenildo lima

A pós-modernidade

Estamos vivendo num mundo confuso, num mundo de perguntas sem respostas, de respostas sem perguntas; estamos vivendo no mundo das faces inventadas, o mundo pós-moderno.

O dia ou a hora em que surgiu o mundo pós-moderno, não sei, e acredito que não sabemos. Muitos estudos citam o ano de 1930, lá no mundo hispânico. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman acredita que a pós-modernidade surge com Freud no livro O mal-estar na civilização.

Na verdade não sabemos, eu sei que o termo pós-modernidade ganha ênfase no mundo a partir dos anos 50. Eu, particularmente falando, vou pegar o Brasil como base para este texto. Digo que o pós-moderno chegou no Brasil depois da Ditadura, isso por volta de 1984/5. E por quê?

No modernismo reinava o pensamento de esperança, o de chegar em algum lugar, de quebrar as regras construídas pelos modelos paradigmáticos, como por exemplo, os sonetos parnasianos, os modelos europeus etc. A pós-modernidade, no ponto de vista meu e, acredito que ponto de vista de muitas pessoas também, não há mais esperança, não existe um ponto de partida e muito menos um ponto de chegada no olhar dessa humanidade que corre desesperada sem saber pra onde. Por isso digo que o pós-moderno chegou no Brasil depois da ditadura, pois naquela época ainda existia um sonho, uma luta, um desejo de chegar em algum lugar.

A internete é a maior revolução na pós-modernidade, ela liga o mundo em um só segundo, mas ao mesmo tempo deixa as pessoas tão solitárias, e tão desligadas. E o pós-moderno é isso, é a busca da liberdade, é a busca de estar livre. Mas livre como? Os adolescentes têm milhões de amigos, mas ao mesmo tempo estão ausentes da própria família e, quando procuram um abraço, a tela virtual não é o suficiente para fazer isso. E as amizades, naquele momento, parecem inexistentes.

O mundo atual é o espaço dos rostos maquiados, inventados, recriados. Este é o momento de desconforto, de nunca estar bem, sempre querendo se renovar, sempre querendo imitar o primeiro popstar que aparece na mídia.

Resumindo, já que estou com sono e preciso dormir: o ser humano pós-moderno desconhece do próprio ser, é um estrangeiro sem coragem de encarar o espelho.

adenildo lima


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Falta a pontuação em pleno século 21

quando os dias passam as horas passam juntas mas os dias são apenas dias e as horas são apenas horas e o amor é algo que as pessoas pensam que existe mas o dia já passou as horas também e já não há mais tempo para amar resta apenas um segundo e um segundo é muito pouco tempo para perder e para amar e para viver e para querer e o amor é sempre ausente e quando fica bem próximo não acreditamos e sem querer ficamos naquela dúvida que duvida do sol que nasce da tarde que entardece do riso que chora da lágrima que ri e o tempo corre e as horas passam e as palavras já não dizem nada e dizem tantas coisas e os dicionários perdem o valor e a gramática não serve mais para consulta e os poemas perdem os versos e os poetas já não significam mais nada e nadando os faróis se fecham se abrem com a tristeza dos peixes querendo viver em terra seca na rua sem saída onde as crianças parecem felizes com uma bola no pé e os professores choram desesperados porque as crianças nas escolas choram e em casa não tem comida e viver é uma briga mas no chão de concreto nasce flor e os espinhos não resistem as tempestades e murcham e secam e caem ah mas as pessoas que amamos sempre estão tão distantes e parecem ausentes

Adenildo Lima

filosofia de bêbado

maria já não ama mais
deixou o amor escapar
pelas fechaduras das portas
abertas
e abertas as portas
as janelas ficaram observando
o que passava
maria hoje ama mais
mas precisa aprender
que amor não se aprende
se vive

adenildo lima

observando os pomares

quando um poeta cala
tenha cuidado
é momento de
observação

adenildo lima

deixa

Diexa deixa a deixa
deixa Diexa
a deixa
deixa

adenildo lima

silêncio, o poeta fala

quando surge um silêncio nos palácios dos reis os túmulos se agitam e uma voz parece não querer calar

adenildo lima

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

e mortal

que a vida passa por um piscar de olhos isso é verdade e diante dessa situação nós humanos não aceitamos ter momentos tão breves e assim construímos nossos deuses nossos alicerces dando sentido a uma continuidade incerta e a certeza passa a ser algo conforme a crença de cada um e os dias voam e as horas correm e os minutos já não são mais minutos e os segundos perderam o seu valor diante dessa multidão de faces do cidadão pós-moderno que procura a cada instante se encontrar se renovar se maquiar trocando pelo primeiro rosto encontrado nas esquinas e eu pergunto o sentido de deixar de viver em vida para esperar uma vida que ainda não conhecemos pois não tenho religião mas também não sou ateu acredito no amor no amor das pessoas que com um olhar carinhoso olha os detalhes simples e além do amor o que resta a não ser viver cada segundo sim cada segundo e um segundo é muito importante é o tempo suficiente para declararmos o nosso amor por alguém através de um olhar mas que a vida corre com muita pressa corre sim e quando olhamos o tempo já não é mais dia no lugar do sol uma lua tímida aparece com seu frio para acarinhar os nossos abraços os nossos sonhos das noites ninar ninando o grito dos adultos e os uivos dos lobos em orquestra harmônica de um mundo melhor

adenildo lima

domingo, 15 de novembro de 2009

Um livro solitário na estante

Não reclame de minha ausência, Lúcia, me ausento porque te amo, fujo porque sei que não posso estar contigo, e não choro porque não tenho você para secar minhas lágrimas. Lúcia, não reclame do meu desaparecimento, entre mim e você, eu sou mais eu, eu preciso me preservar, você me fez sofrer demais; não, não diria você, você não tem culpa. Que culpa você tem de eu me apaixonar? Você não sabe o quanto é duro quando, pelas janelas dos meus olhos você passa com seu namorado, rindo, toda feliz. Mas, por favor, entenda: não é a sua felicidade que me deixa triste, talvez seja a culpa de mim mesmo de nunca ter declarado esse amor que tenho por você. É, Lúcia, mas esse amor é grande demais e eu tive medo que ele te assustasse, tive medo que você não acreditasse e, como sempre te falei: "O medo é a derrota de quem nunca teve a coragem de conhecer a vitória". Não reclame de minha ausência, Lúcia, você não sabe o quanto estou feliz pelo o que você está vivendo, tudo bem que eu gostaria que fosse comigo, mas entre mim e você eu sou mais eu, pois se eu me entregar a este amor que te tenho, posso até morrer só e, sendo mais eu, podemos ser nós mesmos.

Lúcia, não reclame de minha ausência, pois nesse momento não é egoísmo meu ser mais eu, por favor, entenda.

adenildo lima

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

carinho ninar

Era sexta-feira, Viviane saiu rua afora, nas noites paulistanas. Desceu na estação brigadeiro, e ficou passeando pela paulista. Cabelos soltos, vestido ao léu, sentou num lugar qualquer, ficou observando as pessoas passando, indo e vindo vindo e indo. Observa também os bares, todos lotados, noite quente. E as pessoasali tirando um pouco do estresse do trabalho. Sentou-se, sozinha, numa mesa posta na calçada. Sentada e saboreando uma cerveja, ficou olhando o movimento dos transeuntes. Lá dentro, um rapaz cantava e tocava Zé Ramalho. E como o relógio não espera ninguém, já era meia-noite. Tirou de sua bolsa um diário e fez um rascunho qualquer.

o mundo corre na velocidade
do lugar onde você mora
as pessoas são o que é a cultura
daquele lugar
o ser humano é uma metamorfose
ao mesmo que é racional
é máquina
ao mesmo tempo que é máquina
é selvagem
nós somos o que sonhamos ser
e não somos o que somos
somos, na verdade, uma metáfora

Ela escreveu estes versos, embrulhou e pôs na bolsa. Não sabia se era um poema, apenas escreveu para expressar o que estava sentindo. Depois pagou a conta e foi passear abraçada à noite.

adenildo lima

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

um sentimento de amor

Hoje, olhando sua foto , tive saudades de você. Não uma saudade do tempo que passamos juntos, mas uma saudade do tempopo em que estamos distantes, com uma ausência meio sem explicação. Olhei o sorriso refletido na imagem da fotografia, e te vi, rindo para mim. No meu olhar, caiu uma lágrima, confesso que não queria chorar, mas aquela gota de lágrima caindo dos meus olhos demonstrava amor, um amor tão sincero que sempre tive por você e, confesso que mesmo apaixonado, nunca deixei transparecer em meu olhar. Na caixa de e-mails, você não mais aparece, o telefone da minha casa ficou mudo, e minhas mãos pesam quando penso em te ligar, não sei, talvez você esteja ocupada, e eu não quero te atrapalhar.

Saudades é não mais ouvir sua voz, e suas palavras rindo para mim em cada e-mail.

adenildo lima

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pra onde?

Os dias passam pelas esquinas das ruas. Verônica sabe disso, mas nunca parou para pensar. Pega o ônibus todos os dias, e vai trabalhar. Em cada olhar perdido nas ruas da cidade, a vida passa, passa lentamente numa correria que nós não percebemos, não temos tempo para pensar, observar os nossos olhares perdidos. E perdidos continuamos correndo sem saber pra onde.

adenildo lima

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alerta

Natasha

Natasha. Se ela existe eu não sei, mas ela não me parece estranha. Um dia desses ela foi confundida com uma atriz da novela das oito; noutro dia, com uma cantora americana. Ela gosta muito de fazer transformações: pinta o cabelo igual ao da menina do comercial, veste uma roupa igual à roupa da cantora que aparece na televisão, calça um par de tênis da última geração, troca de celular, normalmente, todo mês, fica horas e horas na internete, mas esquece de fazer a atividade escolar, tem milhões de amigos e, assim mesmo, se sente tão sozinha.

Será que Natasha existe, ou é pura imaginação minha para escrever este texto?

adenildo lima

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Na ala e na ola

Um sapato sem cadarços
Dois sapatos sem cadarços
Um pé descalço
Dois pés descalços
Um vento frio
Uma madrugada
Uma calçada
Uma barriga sente fome
Um saco de cola
Uma coco cola
Uma criança sem escola
Uma rua cheia de crianças com bola
Uma lágrima no olhar da mãe
Um sorriso solitário da criança pedindo pão
Um aperto de mão do político
Uma maldade no coração dos políticos
Um pai
Uma mãe
Um menino
Uma menina
Um pé descalço
Dois pés descalços
Coca cola
Bola
Cola
Isso substitui
Escola?

adenildo lima

Amizade

Na nossa vida aparecem pessoas que começa a fazer da nossa existência. Algumas vão embora muito rápido, aparecem apenas como personagem no dia a dia. Já outras pessoas são seres que vêm para ficar, para fazer parte mesmo dos nossos dias vividos, das nossas dores, dos nossos amores. Eu prezo muito a amizade.

Faço amizade com todo mundo, alguns são apenas, mas outros são amigos. Que amigos que não vejo há dez anos, mas com este mundo globalizado onde a internete tem o poder de, às vezes, separar que vivem próximos e o poder de, às vezes, juntar quem vive longe. Várias vezes encontro amigos nesse mundo virtual. E como a nossa amizade continua a mesma, como é incrível; amizade é algo eterno.

Por isso, vamos preservar sempre os amigos que temos!!!

adenildo lima

DVD

Ela me pediu um beijo. Dei um abraço. Ela reclamou. Eu disse que estava cansado. Deitei, virei e dormi.

adenildo lima

sorriso cabido

um sorriso cabido num olhar
disfarçado
da menina que tinha
acordado
coube apenas abraçar o sol
sozinha
pessoas subiam e desciam
a calçda
da rua que ficava parada
ela abraçou a boneca
e, tristemente riu,
viu
que a vida dela não era uma
aquarela
olhou pro sol e
desejou
a primavera

adenildo lima

terça-feira, 3 de novembro de 2009

uma gota de saudade caiu de uma folha no meu jardim

uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora. a imensidão do tempo me faz lembrar você, o mar, as ondas calmas da praia, o vento suave, o sorriso da mulher desconhecida na poltrona da frente, no ônibus, a balsa cortando a água para me levar para ilha. uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito. uma poesia construída na infinitude da natureza que beleza, me apaixono por tudo aquilo, um gole de cerveja para refrescar a mente, o corpo cai na água e abraça suavemente a imensidão do mar, uma criança brinca, outra corre na areia, sorrisos ganham o silêncio mar adentro; amigos se divertem, conversam sobre a vida, sobre o bom de viver, outros apenas vivem. uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora. lembro da infância; e muitos me respeitam pela infância que tive, um respeito carinhoso para alguém que tanto ama a vida e tanto lutou e luta sempre buscando respeito, lembro também das brincadeiras de adulto, e quem disse que sou adulto? aquela criança vive em mim sem fim, enfim, ser criança é tão bom. uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora. lembro da mulher amada e tenho saudades da mulher odiada, pois sei que ela tem tanto amor pra dá, lembro dos beijos saborosos, sim, saborosos com sabor de amor, que hoje, vem com saudade; ah, lembro também do carinho carinhoso do meu pai.

uma saudade aperta o peito e eu sigo sem jeito estrada afora sem data e sem hora.

adenildo lima

É novembro

Olá, queridos leitores e leitoras, depois de uma bela viagem nesse feriado volto ao trabalho. É bom viajar um pouco, descansar, desci na sexta e cheguei hoje pela madrugada, estava em Ilha Bela, lá é muito lindo, quando alguns amigos me convidam eu aproveito e vou...rs...

Agradeço a todos pelo mês de outubro, a todos que visitam este espaço. Agora vamos viver um belo mês de novembro.

adenildo lima