segunda-feira, 26 de outubro de 2009

máquinas

É dia de sol, mas o dia passa pela janela do escritório. A janela está aberta, mas estou preso à vida, esta vida privada que levamos. A hora demora, os segundos sufocam... O tempo, o tempo, o tempo, o tempo... anda relógio miserável, filho de uma mãe que não te pariu... anda, anda, anda... mas o relógio não anda, os ponteiros não saem do lugar, e uma máquina fica na minha frente controlando-me, maldita máquina, tudo bem que não sois tãop ruim quanto a máquina humana, mas aos poucos me destrói... e a vida passa sem pressa com muita pressa para chegar o final de semana, mas o final de semana é muito curto e passa muito rápido e a segunda-feira chega, invade sem pedir licença. E na vida real o filme de charles chaplin se repete, só que em tempos pós-modernos, matando com mais suavidade.

adenildo lima


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