sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Gabriela marca

Gabriela marca, sim, o nome dela é Gabriela marca, mas ela não existe, e existe. O momento que será descrito neste texto é atual, o cenário é em pleno século xxi.

Possivelmente ela tenha 17 anos de idade, não tenho a idade precisa, mas é o que me parece, 17 anos de idade, jovem garota a flor da pele, mas quem está lendo este texto, nesse exato momento, talvez esteja se perguntando: Por que ela existe? Por que ela não existe? E eu respondo que não sei, mas através das palavras, acredito que possamos desvendar esse mistério.

Sim, isso é um mistério. Se estivéssemos falando de filosofia, tudo bem, pois a filosofia deixa claro que tudo existe e tudo não existe (desculpa, claro não, a filosofia complica mais - rs - brincadeira, deixa os estudante de filosofia lerem este texto rs). Mas aqui não estamos falando de filosofia, estamos falando de Gabriela marca, uma jovem garota de 17 anos de idade, possivelmente.

Conversando com a mãe dela, descobri que ela passa por várias confusões de identidade. Têm dias que ela pinta o cabelo, noutros dias, se veste igual a menina da televisão. Adora ir ao shopping, diz ela que, lá se sente bem, fica olhando as vitrines, se olha no espelho, veste uma roupa, compra um tênis... tudo de marca, se não for de marca - a mãe dela diz que -, ela não se sente à vontade, perde a vontade de passear, de ir pra escola, se sente neutra, por isso precisa de uma roupa para marcar sua identidade através das marcas.

A mãe dela ri, brinca, fica preocupada e diz que não aguenta mais. Pobre de dona Cláudia, ganha apenas um salário mínimo, e sua filha nem sabe o que é isso, quer mesmo é produtos de marcas para marcar sua identidade.

É, dona Cláudia, essa é a época pós-moderna em que vivemos. Será que a Gabriela tem alguns objetivos?

adenildo lima

3 comentários:

Cris Animal disse...

Adelino o bom é inegável. Não há como dizer que certas "futilidades" não nos agradam, mas o problema é quando o que somos está baseado nisso; porque isso pode e se perde em tantas voltas da vida, não é mesmo?
E depois? Quem somos nós?
Uma etiqueta dependurada na calça que já caiu de moda?

É... identidade é alma e vivência dessa alma.

beijos

Writer disse...

Muito bom seu texto, parabéns !

Erica Maria disse...

Tá lindo meu amigo.

Bjos em seu coração viu?