terça-feira, 22 de setembro de 2009

Nauseando 5

Queridos leitores, este texto vai falar de uma paixão, diria que, proibida, acredito que todos nós já passamos por isso. É uma loucura, uma náusea destrói a gente aos poucos, né? O sentimento de paixão é bom, quem dirá que não? Mas é sofrido, principalmente quando vem com seus empecilhos. Mas vamos lá, antes que o amigo leitor se canse e desista da leitura deste texto que estou escrevendo com tanta inspiração, com tanto amor, intusiasmo para relatar os detalhes e causas dessa paixão nauseante.

Nauseante é uma palavra estranha, mas é da mesma família de náusea, não se assuste. Vamos lá, leitor, pois neste momento estou com a mesma sensação que você: como vai terminar? Como é essa paixão proibida? É, escrever é uma tarefa árdua, doce, amarga, prazerosa... Eu prefiro chamá-la de prazerosa.

Karina, ao fazer 19 anos, casou-se. Casou com um rapaz encantador, para ela. Ela namorava com ele desde os 14 anos de idade, parecia amor eterno, eteno amor, mas será que existe amor eterno ou eterno amor? Não sei, confesso que prefiro descobrir os mistérios desta palavra vivendo e convivendo, já que não existe nem passado, nem futuro, é preciso dormir e acordar no presente.

Aos 17 anos, Karina teve o seu primeiro ato sexual - ela conta que foi maravilhoso - foi um pouco difícil: a timidez, o medo... Esses sentimentos, no momento, deixou-a meio preocupada, mas ao sentir as mãos do seu grande amor, deixando-a despida, ela se entregou loucamente, e se amaram sem medidas.

A vida corre, os dias passam e Karina começa a faculdade aos 21 anos de idade. O casamento já não era o mesmo, a rotina estava levando, aos poucos, aquele amor. Ela conheceu Cauê, na hora do intervalo da faculdade. Cauê estava com um livro de poemas nas mãos, lendo, ali, no pátio da facul, todo despreocupado.

"Cauê, esta é minha amiga, Karina."
"Prazer."
"Você gosta de poesia, Cauê?"
"Gosto muito."
"É tão difícil encontrar um homem, nestes dias atuais, apreciando poesia."

Um dia sim, um dia não eles passavam de relance um pelo outro nas horas de intervalos, às vezes na chegada, noutras vezes na saída. Karina começou a ser dominada por um sentimento, que ela acreditava ser proibido. À noite, sonhava beijando Cauê, entregando-se a ele de corpo e alma. Deitada, e o sono não vinha.

É, amigos leitores, difícil ficar perdendo noites de sono, principalmente quando ao lado daquela pessoa tem alguém que divide o mesmo espaço, que se amaram um dia, que se entregaram como se nada mais existisse. Mas Karina estava inteiramente dominada por aquele sentimento, um sentimento às vezes bom, noutras vezes destruidor. E ela não sabia o que fazer.

"Cauê, você tem namorada?"
"Tô procurando, você tem alguma amiga, assim, sabe... que eu possa me entregar a ela e viver lindos momentos de amor?" - falou com um jeito bem distraído.

Karina, naquele momento, quase foi ao chão, ela queria dizer que a amiga que ele estava procurando podia ser ela mesma, mas quem disse que ela teria essa coragem, e outra, ela era casada.

O tempo foi passando, e esse tempo já era dois anos destruindo aos poucos a sensibilidade daquela menina de cabelos compridos, olhar distraído e com um sorriso que faziam todos rirem, quando estavam ao lado dela.

Cauê arrumou uma namorada. karina, sofreu bem mais, perdeu as esperanças, se posso usar esta frase "perdeu as esperanças". Em sua casa, o casamento não dava mais pra continuar, estava insuportável.

Sozinha, sem o marido, karina estava livre para namorar Cauê, mas Cauê estava namorando, e estava bem com a sua namorada. Karina nunca conseguiu demonstrar abertamente que era apaixonada por ele.

É, amigos leitores, e a vida vai passando, o tempo não espera, inclusive a mim, o tempo vai embora, exemplo: estou no trabalho e saio às 5h da tarde e agora são 4h32, quando falta 15 minutos pras 5h, eu deslico o PC, isso quer dizer que ainda tenho, agora, 12 minutos.

A namorada de Cauê terminou o namoro. Karina tinha o seu espaço livre para o concretizar seus desejos, seus sonhos. Aproximou-se mais dele, mas mesmo assim, um pouco ausente. Só que um abraço carinhoso, fez com que ele percebesse que ela estava gostando dele.

"Lucas, tua amiga tá gostando de mim, sabia?"
"Como assim? Ela é casada."

Lucas ainda não sabia que ela tinha se separado (os leitores deste texto ficaram sabendo primeiro do que o próprio amigo de Karina, tá vendo? ). Sim, ela tinha se separado. Depois da separação, Cauê e Karina ficaram mantendo contato, mais próximos, quase um ano.

Uma noite. Numa noite tudo pode acontecer. Eles estavam entre amigos, beberam, riram, brincaram. Karina, sem dúvida, acreditava que daquela noite não passaria.

Cauê, muito educado, foi levá-la até à estação de metrô. Enquanto caminhavam, beijaram-se loucamente. Karina nem conseguia acreditar no que estava acontecendo. Amou! ficou deslumbrada.

Os dias passaram.

"Karina, quer namorar comigo?"
"Sim, aceito."

E Karina aceitou o namoro com outro rapaz. Cauê, nem conseguiu acreditar no que aconteceu.

Mas assim é a vida. E os amigos leitores vão pensar que essa náusea é ficção, onde na verdade o escritor só escreve o que conhece.

Ainda não li. Escrevi direto, será que ficou bom? Agora são 4h43

adenildo lima

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