quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Os ditames de 2.000 e alguma coisa

Encontrar uma definição para a palavra arte, seria tentar resumir o infinito. Sabemos que só ao ser que chamamos de humano, é possível. Ela representa os momentos de um povo, a história de um povo através da sensibilidade do artista. Por isso, hoje, até um vaso sanitário é colocado numa exposição, representando a arte contemporânea.

Quem sou eu para dizer que um vaso sanitário não é arte, ou qualquer outro objeto? Se a arte é a representação da humanidade, podemos ver o vaso sanitário como representação da sociedade atual, ou até mesmo como um ato irônico, diante da socieda atual. E quem disse que a arte não é irônica?

Ela é o maior grito de um povo: a música, a poesia, a pintura...

A sociedade pós-moderna caminha sem saber pra onde. No modernismo ainda existia a ilusão de chegar a algum lugar, hoje, dificilmente é enxergado assim. Nós somos um monte de objetos, muitas vezes, caminhando em cima de uma nuvem de gelo. A cada momento o gelo começa a derreter, e nós corremos mais e mais... Qualquer desvio, corremos o risco de cair no abismo, de sermos puxados pelos dragões, de sermos engolidos pela mãe ganância.

Os jovens, já nem existem mais. Muitos, são meros bonecos se construindo para satisfazerem a grande mídia.

Mas a arte pós-moderna está aí, basta que cada um abra a boca e vomite o que as grandes massas estão forçando-nos a engolir.

Triste mesmo é saber que nós brasileiros conhecemos tão pouco a nossa história. E sem história, não existe um povo, uma sociedade pensante, exercendo o papel de cidadã.

adenildo lima

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