terça-feira, 4 de agosto de 2009

Nauseando 6

Amigo leitor, este texto é daqueles que, praticamente, todas às vezes que vou escrever não sei o que será escrito, tenho apenas o ponto de partida que é a inspiração - inspiração existe, pelo menos para mim -, mas neste momento não sei se falo de um sentimento apaixonante, ou se falo do círculo da vida, porém, digo que viver é uma paixão, ao contrário, não cruzaremos a ponte construída com linha, vidro e pedra.

Aqui, diante da tela do micro, veio-me um nome, um nome bonito, acho-o forte, e já cheguei a usá-lo para personagem de um conto e para título de um poema. O amigo leitor ficou curioso para saber, eu sei que o leitor é curioso, afinal, falo por mim, sou muito curioso (rs), mas só vou citar este nome no final deste texto.

Confesso, quando comecei a escrever este rascunho - vou chamá-lo de rascunho - estava pensando em outro tema inteiramente diferente e, agora, estou pensando no amor. Vou declarar para você, amigo leitor, eu sou um poeta amador, só consigo falar de amor e, quando estou falando, me perco nas palavras infinitas, às vezes esquisitas, mas tão bonitas.

E quando falo de amor, não sei o motivo, mas a primeira palavra que me vem como rima é dor, não sei, desculpa, essas coisas não sei mesmo, pode acreditar. Eu vejo muito o amor com rimas fortes com dor, às vezes de lutador, noutras vezes, de vencedor, sofredor. E diante destas contradições fico me perguntando o motivo de sofrer com sofrimento de amor já que de um sentimento nasce um sentimento tão bonito. É só querermos e, da dor nasce flor.

É, o leitor deve ficar bravo comigo, já me perdi no que estava escrevendo ou no que eu imaginei em escrever, mas acho tão bonito o texto caminhando sozinho sem precisar do autor atrapalhá-lo.

Lembro que no começo falei que ia falar de paixão, ou da vida...Coisas assim, e como eu ainda nao li o que escrevi nem sei se as partes estão coesas, se o leitor achar coeso, fico feliz, afinal não escrevo para críticos, escuto a todos, mas preservo o que acredito que seja melhor para o texto e para o leitor.

É, acho que para não terminar o texto sem sal e sem açúcar, assim como a náusea de um escritor vou falar um pouco da vida. A vida é boa, mas é froid, a escravidão pós-moderna atormenta a gente. Relógio grita: levanta!!! outro relógio espera na empresa: se atrasar, outra pessoa pode marcar o ponto. Mas o maldito relógio esquece que no caminho é difícil: ônibus lotados, trânsito infernal... Oh, relógio maldito! Acho melhor falar de paixão.

Lembro que falei lá no começo deste texto que tem um nome que eu admiro muito, acho-o muito forte. Desculpa, agora resolvi não falar. Vai que de repente uma pessoa com este nome passa por aqui, faz uma leitura deste texto que estou escrevendo agora, e fica triste? Não quero deixar ninguém triste, prefiro que você, amigo leitor, imagine aquele nome que você tanto ama, afinal: vivemos sempre apaixonados, né?

viver sem paixão é ter um vazio enorme dentro de si, mas não saber controlar as paixões é ser um fraco sem coragem até de se olhar no espelho.

Termino assim para deixar o leitor prossegui-lo nas estradas da vida. Caminhar é escrever a própria história.

adenildo lima

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