sábado, 15 de agosto de 2009

Ditames

Foi numa viela que tudo aconteceu. Ela veio uma vez, bateu na porta ele não estava (nessa vez que ela veio ainda o amava, na verdade, estava nascendo um amor, cheio de ilusão, sonhos e esperança). Na segunda vez ela veio e ele não estava (Nessa segunda vez o amor já estava meio perdido, não se sabe porque, mas tudo acredita que ela nunca o amou, porém um dia declarou que o amava; declarou de peitos abertos, sem medo, com a maior convicção.

Foi na segunda vez que ela trouxe um livro de poemas, poemas de amor, outros de dor e outros mais, dos sonhos de um menino que só acredita no amor e, diante do próprio amor ele se coloca numa contrdição terrível. E até tem medo que uma menina fala que o ama, parece que ele está meio congelado, gelado, frio; sem acreditar em tudo que acontece com o amor.

Foi numa viela que ele perdeu-a sem nunca ter tido-a.

É, ela foi embora, talvez nunca mais venha por uma terceira vez, talvez ela esteja morta, talvez ele não exista mais, e ela muito menos, afinal a vida é uma ilusão.

adenildo lima

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