domingo, 30 de agosto de 2009

Diário

Madrugada. Tempo frio. Lugar deserto. Lá, só eu e Rafaela, dormindo no mesmo quarto. Ela levanta, enquanto durmo, sai para contemplar o universo, céu estrelado, lua majestosa, um vento suave; começa escrever em seu diário.

Levanto, olho para um lado, olho para o outro lado, Rafaela não está. Saio, apressado, e vou a procura dela. Ela está lá no terreiro escrevendo no diário, parece que contempla a natureza como o amante aprecia a amante.

- Você, sozinha aqui, Rafa?
- Contemplando a natureza, é tão bom ficar livre de tudo e escrever sem compromisso.
- O que você tanto escreve?
- Segredo.
- Como segredo, se você está livre? - pernguntei, rindo.

Ela riu e me abraçou. Nos beijamos, ali, livres... tão livres que, naquele momento, éramos parte da natureza, ou, a própria natureza. Nossos lábios se beijaram, nossos corpos se uniram. Nos amamos como se ama por uma noite e por uma eternidade.

E amar é esquecer que existe uma definição. É apenas viver, e isso basta!

adenildo lima

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