terça-feira, 7 de julho de 2009

Um sorriso apenas

O lugar é público, centenas de pessoas esperam um atendimento; uma criança chora nos braços de sua mãe. Os funcionários, todos bem uniformizados, quase todos: pequenos bonecos maquinados pelas regras impostas pelo Estado e pelas regras UNIFORMES.

Mas nem todos são iguais, lá, no outro lado, uma jovem garota, bonita, simpática mostrava uma determinada preocupação; a criança continuava chorando nos braços de sua mãe, a mãe lhe fazia um carinho, mas a criança não parava de chorar. As pessoas ao lado fechavam a cara, ficavam incomodadas, achando ruim.

A moça rasga as regras do uniforme vai ao seu chefe e fala:

- Eu posso ir até àquela criança?

O rapaz se assustou, olhou pra ela, não quis acreditar no que estava ouvindo.

- Isso vai contra as regras do estabelecimento, como você sabe, sou nova aqui?

Ele, ainda mais admirado disse:

- Ninguém nunca fez isso, mas se você quer ir, fique à vontade.

A bela menina saiu de onde estava, foi até à criança que se encontrava nos braços da mãe, sorriu, tirou o crachá e começou a brincar. As pessoas, ao lado, ficaram assustadas, olhando com um olhar de interrogação.

A criança parou de chorar. No lugar das lágrimas, um sorriso...

O nome daquela moça, não sei. Só sei que o que ela fez foi um ato de amor, e quando se ama os gritos ganham o silêncio, o silêncio fala mais alto e algo se harmoniza.

Ainda existem pessoas que nos dão o prazer de viver, não são máscaras, são faces... espero que por detrás do sorriso daquela moça simpática tenha um corção humano, já que muitos sorrisos vem mascarados... Espero que ela realmente seja um pouco de sua atitude.

Não precisamos de muita coisa para sermos felizes, basta apenas sermos o que somos.

adenildo lima

Um comentário:

Amanda Felten disse...

Olá, Adenildo!

Vim te visitar no teu espaço democrático!

Estarei acompanhando e, sempre que possível, comento também!

Abs,

Amanda