sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cotas para negros ameaçadas

Queridos leitores, a notícia que leremos a seguir, mostra, como sempre, o poder da elite e o poder da política podre que temos no Brasil, o pdoer de ir sempre contra os menos favorecidos. O partido DEM (observem bem o texto abaixo, leiam com atenção! Falo: o partido DEM). A advogada Roberta Kauffman, escreveu sua tese de mestrado contra as cotas, e agora assina uma ação como advogada do partido DEM e como procuradora do Distrito Federal para impedir/suspender as cotas para os negros na UnB, no Brasil. O texto abaixo mostra com detalhes a ignorância dela diante do assunto, se ela conhecesse a história do Brasil, não faria isso, mas tudo bem, é o pensamento burguês reinando em nosso país de reis e escravos, precisamos lutar para mudar essa situação. Leiam, por favor, pensem quando forem votar.

"Data: 23/07/2009
Veículo: TRIBUNA DO BRASIL - DF
Assunto principal: ENSINO SUPERIOR


A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental ajuizada pelo partido Democratas no Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira, pede a suspensão imediata do sistema de cotas para negros na Universidade de Brasilia (UNB). O partido pede que seja declarada inconstitucionalidade de atos da universidade que resultaram na instituição de cotas raciais. Caso o STF dê parecer favorável ao DEM, as matrículas dos 654 candidatos cotistas aprovados no segundo vestibular de 2009 da UNB serão suspensas.

A ação é assinada por uma das advogadas do partido e procuradora do Distrito Federal, Roberta Kauffman. A petição sustenta que "no Brasil, ninguém é excluído pelo simples fato de ser negro". Segundo ela, o sistema de cotas adotado na UNB foi baseado no sistema adotado nos Estados Unidos da América, onde a realidade dos negros é diferente da realidade dos brasileitos.

O tema das cotas é também tese do mestrado defendido por ela na UNB, na qual foi orientada pelo ministro do Supremo, Gilmar Mendes. Ação, com mais de 500 páginas, sustenta que o sistema de cotas adotado pela universidade fere a igualdade de condições. "No Brasil o problema da integração dos negros a posições sociais de destaques e na universidade é um problema relacionado à pobreza, e não à raça", disse.

A decana de Ensino de Graduação da UNB, Márcia Abrahão, disse que a petição do DEM pegou a todos de surpresa. Segundo ela, desde 2004, ano em que o Sistema de Cotas entrou em vigor na universidade, apresentou resultados positivos. De acordo com ela, não há diferença no rendimento dos alunos cotistas para os não cotistas. E, mesmo com o sistema, para o aluno negro ingressar na universidade tem que atingir um número mínimo de pontuação exigido no curso escolhido.

Hoje, a instituição tem 2.621 alunos negros matriculados. Apenas no último vestibular da instituição, outros 654 alunos negros foram aprovados. "A universidade só teve a ganhar com o sistema de cotas. Antes, o número de estudantes negros na universidade era irrisório", disse.

Segundo ela, se o STF decidir a favor do partido vai atrasar todo o processo de matricula dos alunos, uma vez que todas as pontuações dos candidatos que não foram aprovados no último vestibular da UNB terão que ser recontadas.

Até agora, a Universidade não recebeu nenhuma orientação sobre o assunto. A orientação é que todos os calouros que passaram no último vestibular continuem organizando os documentos para fazer matricula, amanhã, na data prevista.

A professora defende também que o Sistema foi aprovado no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade depois de anos de discussão. Na época da aprovação, em 2003, o sistema teve 23 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. Desde então, 20% das vagas do vestibular são destinados a estudantes negros e afrodescendentes. "O primeiro ganho que tivemos é que abre o acesso para as pessoas que não tinham condição e, o outro, a universidade passou a ter uma diversidade maior", disse.

A professora-doutora em História, Joelma Rodrigues, vê a ação movida pelo DEM como um retrocesso para a sociedade brasileira, pois desde a abolição da escravatura o país nunca estabeleceu nenhuma política pública voltada para a população negra. Para ela, a criação do sistema de cotas foi a primeira vez que o tema foi discutido não apenas dentro das universidades, mas no campo político. "Mesmo a afrodescendente mudando a classe social sofre discriminação racial, sim", disse.

A defesa da UNB perante o STF será promovida pela Advocacia-Geral da União. Se o pedido for acatado pela corte, todas as outras universidades do país, que já adotam o sistema, terão que revê-lo, uma vez que a decisão do Supremo tem efeito vinculante."

Vamos torcer para isso não acontecer.


FONTE:
http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=809269

adenildo lima

Um comentário:

Márcio Ahimsa disse...

Esse é um assunto que a população brasileira tem de estar a par para, posteriormente, agir e defender seu interesse. Os deputados, os senadores, eternos reis do ócio, podem elaborar seus projetos em benefício próprio, como aumento de salário, imunidade parlamentar, etc. Agora, não se pode discutir e defender projetos ação afirmativa em prol da população tão desprovida, tão evidenciada no abandono. Eis um ponto chave: a elite é um extrume que tem de ser julgada pela justiça do povo, e condenada a pagar todas a injustiças e crimes cometidos contra todas as pessoas que sempre margearam a história, que sempre foram oprimidas, que sempre foram os que nunca tiveram favorecimento algum, apenas exploração nas mãos desta...