quarta-feira, 15 de julho de 2009

Corpo, pele e coberta sem alma

- Preciso falar com você.
- Não quero mais te ouvir, entre mim e você não existe mais nada para ser comentado, Débora.
- Como não, Victor?!
- Não e não. Você é uma covarde, garota! Só estava comigo para preencher um vazio que nem sei qual é, que está aí dentro de si mesma, até falou que me amava. Covarde! tenho nojo de você.
- Não, você não pode falar isso sério. Eu te amo!!!
- Se você soubesse que o amor não é isso que você vive, não terias duas faces.

O amigo leitor, com certeza está querendo saber o motivo de tanto ódio no coração de Victor. Victor na verdade não tem ódio, ao contrário, só tem amor. A única coisa que ele não perdoa é a covardia. Ele amou Débora por um sorriso e por uma eternidade. Foi amigo fiel, sincero, compreensivo e presente. No primeiro momento em que ela começou a gostar de um outro rapaz, passou a ignorá-lo; esqueceu a existência dele. Ela se mostrava sincera, amiga, compreensiva. Mostrava-se tão amiga que Victor não tinha dúvida de sua fiel companhia. Até que ponto chega a falta de humanismo no ser que se diz humano?

E Victor estava decidido. Levantou de onde estava, ergueu a cabeça e saiu caminhando.

- Victor, eu te amo, eu juro por toda a minha vida, eu te amo, me perdoa, me perdoa...

Ele virou o rosto e falou:

- Eu também te amo, mas como posso ter certeza que isso que estás falando é verdade? Quando você aparecer nua em minha frente, e mostrar que teu corpo não pode ser mais importante do que os ideais de uma pessoa, prometo te abraçar e dar o meu carinho que sempre tivesse em suas mãos.

adenildo lima

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