sexta-feira, 12 de junho de 2009

Interrogação

Era uma tarde ensolarada, estávamos em harmonia com a natureza, o barulho da água caía fortemente, os pássaros cantavam, os bichos passeavam livremente e os peixes faziam festas em seus cardumes.

O sol aos poucos ia se escondendo por detrás de uma montanha e a noite vinha calmamente com seu abraço acompanhado por um luar romântico, carinhoso. O lugar parecia deserto, tinha poucos moradores e, nós, eu e a bela Gabriela abraçamos a aquarela.

Entramos debaixo daquela cachoeira, nos banhamos, sentimos a natureza com seu abraço. Nossos corpos nus, se abraçaram, nossos lábios se tocaram, nossas línguas se entrelaçaram, nossos sorrisos se amaram, nossos corpos se juntaram e tornaram-se em apenas um.

Vivemos o prazer da natureza, sentimo-nos parte integrante da selva, ali, éramos animais amantes sem maldades e sem falsidades. A harmonia que vinha dos pássaros e dos animais junto com o barulho do vento que cortava as árvores nos ajudava a alcançar o máximo de prazer que um casal pode ter: o amor.

E tudo se resumia em amor, e aquele momento ali era eterno, nada tiraria da gente aquele momento.

Gabriela casou com outro, hoje, tem filhos e, acredito que viva bem com seu esposo. Eu, vivo escrevendo histórias que parecem reais, e continuo amando aquela menina que passa deixando para mim um poema de amor a ser escrito... Não se sabe quando...

adenildo lima


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