domingo, 28 de junho de 2009

Dois mundos

"Eu te amo, Vinícius".
"Sério, Paula?"
"Sim. Você duvida dos meus sentimentos?"
"Não, não duvido, mas você sempre se mostra tão ausente, uma distância sem explicação".
"Magina se isso é verdade".

Os telefones foram desligados, as promessas de amor e juras de sentimentos ficaram nas palavras soltas no ar. Paula nunca mais apareceu. Um mês, dois meses, três meses... Nunca mais o telefone tocou.

Vinícius esperou o telefonema dela, esperou aquelas palavras de amor que ficaram soltas no ar serem transformadas em sentimentos reais. Paula sumiu. Morreu? Não. Arrumou um namorado? Viniícius não sabe.

Ela, talvez, não tenha percebido a importância do amor que estava deixando, desprezando... Apenas não deu explicação. Há quase um ano Vinícius lutava por esse amor, lutava para tê-la ao seu lado, quer fosse como amiga, quer fosse como namorada, quer fosse como alguém que ele pudesse dizer: ela é parte de mim.

"É engraçado, você se mostra ausente, nem parece que somos próximos". - Um dia ela falou essa frase para ele. Calado ele ficou. E em silêncio Vinícius perguntou: se me sente ausente, será que ainda não percebeu que nunca permitisse que eu me aproximasse de você?

No quinto mês ela liga. Vinícius não atende mais seus telefonemas.

"Como diz o poeta Adenildo Lima, em suas metáforas: a única coisa real é a ilusão. E Paula sempre foi uma metáfora para Vinícius, já que ela nunca se mostrou real". Falou isso, fechou o livro e disse: que texto bonito, apesar de triste!

adenildo lima


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