terça-feira, 30 de junho de 2009

A arte da escrita

Escrever.

Gosto de escrever sem compromissos, de expressar com palavras sentimentos que, muitas vezes, a boca não se sente à vontade para falar, e mesmo quando escrevo, às vezes, discorro sobre sentimentos diversos.

Escrever é uma liberdade de expressão. E a escrita me liberta das dores, e me faz sonhar nos traços ensejados que, nas palavras deixados, diz bem mais do que possamos imaginar.

A escrita é o caminho infinito que nos leva ao fim do mundo. Leva-nos apenas para dizer que o fim é sempre um começo, pois, quando chego lá, começo, ou recomeço tudo novamente.

Escrever é te amar no silêncio mais duro de um coração apaixonado, é revelar-se e você não perceber, é dizer que te ama e você perguntar: será que é pra mim? escrever é morrer a cada segundo para nascer a cada instante.

Escrever é dizer tudo o que eu também não sei...

adenildo lima

domingo, 28 de junho de 2009

Ninfa

Gabriela é uma menina ousada, bonita, simpática, exuberante. Ela me faz lembrar uma ninfa da mitologia grega. Imagino tê-la comigo num lugar só nosso, beijando aqueles lábios, que parecem doces, e tirando, dela, as roupas, e ouvindo seus gemidos de êxtase, entregando-se aos orgasmos múltiplos. Discorrer sobre o corpo dela com as pontas dos dedos e fazer, em ato, uma dissertação de amor, sem argumentos, quebraremos as regras da gramática, usando a linguagem poética e prosaica. Nesse texto, não usaremos pontuação.

Gabriela, minha ninfa donzela, bela quanto a aquarela. Ela, Gabriela, com seu corpo esquelético e magrela, esse amor, talvez seja realizado num verso ou numa tela.

adenildo lima


Dois mundos

"Eu te amo, Vinícius".
"Sério, Paula?"
"Sim. Você duvida dos meus sentimentos?"
"Não, não duvido, mas você sempre se mostra tão ausente, uma distância sem explicação".
"Magina se isso é verdade".

Os telefones foram desligados, as promessas de amor e juras de sentimentos ficaram nas palavras soltas no ar. Paula nunca mais apareceu. Um mês, dois meses, três meses... Nunca mais o telefone tocou.

Vinícius esperou o telefonema dela, esperou aquelas palavras de amor que ficaram soltas no ar serem transformadas em sentimentos reais. Paula sumiu. Morreu? Não. Arrumou um namorado? Viniícius não sabe.

Ela, talvez, não tenha percebido a importância do amor que estava deixando, desprezando... Apenas não deu explicação. Há quase um ano Vinícius lutava por esse amor, lutava para tê-la ao seu lado, quer fosse como amiga, quer fosse como namorada, quer fosse como alguém que ele pudesse dizer: ela é parte de mim.

"É engraçado, você se mostra ausente, nem parece que somos próximos". - Um dia ela falou essa frase para ele. Calado ele ficou. E em silêncio Vinícius perguntou: se me sente ausente, será que ainda não percebeu que nunca permitisse que eu me aproximasse de você?

No quinto mês ela liga. Vinícius não atende mais seus telefonemas.

"Como diz o poeta Adenildo Lima, em suas metáforas: a única coisa real é a ilusão. E Paula sempre foi uma metáfora para Vinícius, já que ela nunca se mostrou real". Falou isso, fechou o livro e disse: que texto bonito, apesar de triste!

adenildo lima


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pra você que acredita em Platão

Ela se vestiu, se olhou no espelho, e saiu.

Nunca mais voltou, ainda hoje procura a sua outra metade.

adenildo lima

domingo, 21 de junho de 2009

Gosto de você nua

Como eu gosto de você!

Gosto. Gosto quando você passa nua diante de mim, passeia com a alma transparente e o seu reflexo me deixa tão feliz. Como eu queria que as outras fossem assim, eu seria tão feliz, ficaria bem mais alegre.

Mas, ultimamente, desde quando nasci vejo muitas máscaras, e isso é ruim para mim, às vezes até penso que estou num circo, onde, o palhaço sou eu.

E sou o palhaço de uma luta árdua que ao se deparar contigo e ver-te nua, abre um sorriso contente diante do seu corpo transparente. Você nua me excita ao desejo de viver mais, de amar mais a vida, de acreditar mais na humanidade.

E que você sempre esteja nua, transparente...

O corpo é apenas um objeto ambulante. Você é os seus olhos quando me olham...
Com o olhar vindo de seu cérebro.

adenildo lima

Escrever, pra quê...

O que escrever e para que escrever... Diante desta frase eu não sei se ela é interrogativa ou afirmativa-negativa. Só sei que continuo escrevendo, acredito que escrever é uma maneira de lidar com as dores e com os amores da vida, é uma forma de encarar a vida sem ter tanto medo: o medo.

O que é o medo... Tenho uma frase que fala do medo que, para mim, resume estes três pontos depois da palavra medo: o medo é a derrota de quem nunca teve a coragem de conhecer a vitória. Esta frase me ajuda muito, por isso não tenho mais tanto medo, tenho apenas o medo de não poder através do meu olhar fazer com que você perceba esse amor.

E o amor caminha rua afora sem data e sem hora, e abraça as esquinas, e beija as crianças abandonadas, e chora quando você foge dele, e grita, e ama, e pede, e luta... E como o amor caminha no olhar de cada ser que não tem mais medo.

E eu que nunca tive medo de escrever, escrevo sem medo acreditando apenas que escrever é uma maneira de declarar esse amor que tenho. Que tenho... Que tenho...

adenildo lima


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nauseando 4

Ontem quando estava indo para casa, no finalzinho do dia, veio-me uma vontade saborosa para escrever um texto, mas, ao chegar em casa, diante do cansaço, faltou a coragem, e agora vou tentar reproduzir através da escrita aquela história que se fez em minha imaginação. Não é uma história muito feliz, talvez ela fique feliz aqui, mas o persona principal é um suicida.

Vamos lá, amigo/a leitor/a, comigo nesse embarque...

Mônica sentou na beirada de sua cama, abriu a gaveta do guardarroupas, tirou sua arma, olhou com carinho e disse:

- Com você eu posso acabar o mundo, basta apenas puxar seu gatilho, com o seu cano apontadao para a minha cabeça, e o mundo acaba.

Ela estava decidida a morrer, se ela vai morrer, eu também não sei, mas que a arma nesse momento está apontada em direção a cabeça dela, está. E essa é uma decisão muito difícil, mas ela estava decidida.

"Estou com 28 anos de idade, casei uma vez, mas melhor seria se eu nunca tivesse casado, fui traída por uma melhor amiga, e mesmo assim, hoje, sinto-me apaixonada pelo Carlos, e ele não parece ser uma boa pessoa, afinal é advogado, isso me deixa uma suspeita, ele por detrás de sua gravata pode esconder muitas coisas, mas eu gosto dele, confesso, não que eu tenha alguma coisa contra a essa profissão, ao contrário, eles poderiam mudar o mundo com o seu conhecimento das leis".

Não sei se o amigo/a leitor/a vai concordar comigo, mesmo eu não querendo que esse texto te leve a concordar com quem o escreveu, afinal um texto precisa ganhar vida própria e caminhar sozinho por aí sem precisar do seu autor. Agora, falando da vida, digo que, realmente é difícil, esse momento em que a Mônica se encontra, e quem sou eu para dizer que ela está certa ou errada com essa arma em sua direção? Eu amo a vida e não terei essa coragem, mas será que ela vai puxar o gatilho? Moça bonita, tem uns cabelos longos, soltos por cima dos ombros, um olhar forte e carinhoso, faz amizade com quase todo mundo, é acolhedora... O que está levando-a a essa situação?

Mônica permanece lá, e já passou dos cinco minutos, os olhos dela deixa cair uma lágrima. Abaixa a arma, pega uma caneta e um papel:

"Não chorem por mim, é uma decisão minha, não que eu não ame a vida, eu amo, só que ela perdeu o sentido para mim, não pegue isso como exemplo, isso é apenas uma decisão minha. Eu sempre quis mudar o mundo, transformá-lo, e só agora percebo que posso acabá-lo, descobri que o mundo só existe por eu existir, então vou eliminar todas as dores que me corrói, que me destrói..."

A arma voltou para o mesmo lugar que estava antes, o cano em direção a sua cabeça. Antes de puxar o gatilho, novamente, veio-lhe uma lembrança muito forte do jovem rapaz advogado. Ela sempre o amou, sempre foi apaixonada por ele desde o momento que o conheceu. Pra ela, ele sempre foi um anjo, um grande amigo, e aquilo lhe despertava um desejo além da amizade; ela sentiu vontade de beijá-lo... E o suicídio?

Estava entre a vida e a morte. No momento a vida era o desejo de um beijo, a vontade de sentir a pele daquele rapaz que lhe fazia tão bem, mesmo ela, tendo suas desconfianças.

"Morrer. Por que o desejo da morte? Por que essa náusea na vida de Mônica? A vida mesmo sofrida é tão linda... Sofrer faz parte, Mônica, e lembre-se: o amor nasce da dor. Não morra, Mônica"! - Uma voz vinha suavemente aos seus ouvidos.

Talvez em um outro texto eu conto um conto falando da vida de Mônica. Tão linda, tão bela, apaixonada...

Por um segundo, ela diante da vida e diante da morte, teve um cochilo, um sonho rápido, sentiu os lábios daquele rapaz, sentiu a pele dele em seu corpo e, naquele sonho, nunca mais acordou.

A vida é um sonho, a morte a eternidade. Por onde anda Mônica? Eu não sei, e nem sei se ela morreu, ou se está viva, a conheci tão pouco... Foram trinta minutos escrevendo esse texto. Mônica!

adenildo lima

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Interrogação

Era uma tarde ensolarada, estávamos em harmonia com a natureza, o barulho da água caía fortemente, os pássaros cantavam, os bichos passeavam livremente e os peixes faziam festas em seus cardumes.

O sol aos poucos ia se escondendo por detrás de uma montanha e a noite vinha calmamente com seu abraço acompanhado por um luar romântico, carinhoso. O lugar parecia deserto, tinha poucos moradores e, nós, eu e a bela Gabriela abraçamos a aquarela.

Entramos debaixo daquela cachoeira, nos banhamos, sentimos a natureza com seu abraço. Nossos corpos nus, se abraçaram, nossos lábios se tocaram, nossas línguas se entrelaçaram, nossos sorrisos se amaram, nossos corpos se juntaram e tornaram-se em apenas um.

Vivemos o prazer da natureza, sentimo-nos parte integrante da selva, ali, éramos animais amantes sem maldades e sem falsidades. A harmonia que vinha dos pássaros e dos animais junto com o barulho do vento que cortava as árvores nos ajudava a alcançar o máximo de prazer que um casal pode ter: o amor.

E tudo se resumia em amor, e aquele momento ali era eterno, nada tiraria da gente aquele momento.

Gabriela casou com outro, hoje, tem filhos e, acredito que viva bem com seu esposo. Eu, vivo escrevendo histórias que parecem reais, e continuo amando aquela menina que passa deixando para mim um poema de amor a ser escrito... Não se sabe quando...

adenildo lima


Vitrine e alma

Um jovem em plena adolescência, diante de uma data comemorativa - dia dos namorados - recebe um telefonema de sua amada namorada. De repente seu sorriso se esconde, seu olhar se perde, e o seu coração fica seco como o sertão.

A ausência é um sentimento, muitas vezes, destruidor. Falo de qualquer tipo de ausência, vamos pegar, por exemplo, a amizade. Já ouvi e vi pessoas que se dizem amigos, mas que fogem... fogem... Muitos que se dizem amigos, só aparecem quando precisam do outro, já têm outros que, no momento de dor, foge, para não dividir as dores com seu amigo. O que é ser amigo? pelo amor de zeus! Não entendo mais nada....rs...

Mas o jovem continua com sua alma rasgada diante do espelho, e diante do seu próprio olhar. Um amor, uma palavra, um sentimento de paixão - dia dos namorados - esse dia, primeiro, quero dizer que não existe, existe apenas um mercado para vender seus produtos.

Eu mesmo, não costumo presentear em datas comemorativas.

Quando posso, me dou como presente todos os dias.

adenildo lima

terça-feira, 9 de junho de 2009

Engraçado

As amizades virtuais são engraçadas, muitas delas conseguem romper a pequena tela e fazer um enlaço num abraço noutro lado do tempo, mas, muitas delas são realmente frias e calculistas. Mas quem hoje neste mundo pós-moderno não tem seus amigos virtuais?

Engraçado, vou falar um pouco de mim. Eu tenho várias pessoas que as quais fiz amizade nesse mundo virtual, mas só uma continua firme e forte até aos dias de hoje. Aqui, no blog mesmo, entre um comentário e outro fazemos uma certa amizade, mas aqui ainda não conheci ninguém, engraçado que uma amiga bloguista me deixou o e-mail, e eu, na maior inocência do mundo a escrevi perguntando sobre a pessoa dela, não respondeu.

Descobri, ela é uma amiga bloguista rs... mas ela é bem legal...rs.... Agora o amigo leitor quer saber quem é, quem disse que vou falar, nem ela mesma vai saber...

a vida é uma linha virtual ligada no fio do amor.

adenildo lima

sorriso sorridente

Foi um voo de andorinha nas linhas da minha imaginação, aquele sorriso (sem definição). Ela veio de braços abertos, com um olhar... Naquela tarde de domingo aquela tarde ganhou mais vida com o sorriso inexplicável daquela menina.

O parque, antes, parecia triste, mas depois de um olhar feliz, a minha felicidade também aumentou. Fiquei olhando, admirado... Um rapaz que estava com ela tirava fotos, conversam... pareciam amigos...

Guardo aquela lembrança feliz de um sorriso feliz de uma garota feliz... nunca tinha visto um sorriso belo sorridente igual àquele, antes.

A ilusão ainda continua sendo a única coisa real.

adenildo lima

pressuposto

Não perguntem o motivo de a tempestade ter levado aquela folha seca, procurem saber, primeiro, qual semente brotou a folha seca e a tempestade.

adenildo lima

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mistérios da vida

Que a vida é uma correria não temos dúvidas, mas não quero falar dos passos longos que a vida nos coloca diante da nossa caminhada, quero falar dos momentos que temos e deixamos de aproveitar.

Todos sabem que o dia tem 24h, mas todos sabemos também que o tempo é relativo. Um momento de felicidade, pode passar muito rápido, já um de dor, pode durar uma eternidade em apenas uma hora.

O que devemos fazer é aproveitar cada segundo, sim, cada segundo. Um segundo ao lado da pessoa que amamos pode ser o despertar para toda uma vida, o sorriso de alguém pode trazer tantas interpretações, e é isso que precisamos aproveitar.

Viver pensando no amanhã, isso não é vida, é uma escravidão criada por si mesmo, que o amanhã seja a resposta do que vivemos hoje. Começar num emprego pensando em como vai sair, seria melhor nem entrar; começar namorar pensando em como vai ser, seria melhor nem começar.

Somos nós que traçamos os nossos dias, somos nós que fazemos acontecer a nossa história. Primeiro, é necessário que não nos prendamos a idade, ao tempo, às horas. Sabemos que a sociedade impõe um monte de regras.

Que não sejamos o que os outros querem, que não sejamos o que os outros acham que devemos ser, vamos ser o que somos, e dentro disso, vamos ampliar.

Viver é assim, como o amor: um mistério.

adenildo lima

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Os passos da mente

Estamos no meio do ano, e nem percebemos. Os dias correm apressadamente, o relógio não para, e para entender a correria dos passos oprimidos precisamos entender o destino do olhar. Quantos olhares perdidos, quantos olhares sem direção, quantos olharares na contramão.

Eu procuro seguir o meu rumo, conforme o meu cérebro guia.


Agradeço a todos que visitam este espaço, mais um mês ficou: vivemos, namoramos, nos divertimos, choramos, cantamos, caminhamos... vivemos.

Viver é caminhar longamente com os passos da mente.


adenildo lima