quinta-feira, 7 de maio de 2009

Nauseando 3

Amigo leitor, não fique preocupado com o texto que aqui vou escrever, na verdade nem sei o que vai sair, mas antes de tudo, já te previno. É a história de um rapaz de nome Vinícius, parece confusa, mas é apenas uma história qualquer, vivida por qualquer pessoa neste mundo pós-moderno.

Vinícius aos 25 anos de idade conheceu uma jovem de 23 anos. Em primeiro plano, não teve nenhum interesse, mas uma simples folha que caía de uma árvore fez com que ele se aproximasse dela.

Não fique espantado, leitor, foi exatamente uma folha, e ainda mais, seca. Uma folha seca. Ela pegou a folha e lhe deu de presente. Entre um sorriso e outro, de agradecimentos, começaram a conversar. Ele se mostrava sério, cauteloso nas palavras, mas não conseguia esconder que era um poeta.

Sim, eu falei um poeta. Ele era um poeta. Vinícius era um dos poetas que tanto sabia se relacionar com a poesia, mas não gostava de ficar conversando, falando... dizendo que fazia poemas; era tímido. Mas ao receber uma folha seca das mãos daquela bela menina toda sorridente como a aquarela - e nem era Marcela - Ele recebeu a folha seca como se estivesse recebendo um belo poema de amor.

Exatamente, leitor, como se estivesse recebendo um poema de amor. E o nome dela nem vou citar agora, mas espere um pouco, deixe de tanta curiosidade, você vai ficar sabendo junto comigo essa história; saiba que eu também não sei. Quem escreve não conhece a história, ela vai se desenvolvendo, os personagens vão ganhando vida, e a história flui.

Mas tenho certeza que você está curioso para entender o motivo de o título desse texto ser Nauseando 3. O número 3 tem uma explicação, pois é o terceiro texto com esse título. E nauseando vem de náusea. Talvez a palavra nauseando nem existisse antes, mas se não existia, agora existe, que me perdoe o filósofo Sartre, autor do livro A náusea.

Tenho certeza de que você está achando o texto cansativo, e quem disse que a vida é fácil?

Vinícius, antes de ir embora, deixou seus dados com ela. Ela em breve, muito breve... lhe escreveu. Tornaram-se amigos, grandes amigos. Mas era assim, uma amizade ausente. Ele começou a vê-la como um pedaço de si, uma parte importante para sua vida, para lhe ouvir, para sentarem-se na grama e ficar conversando sobre tudo e sobre nada.

Sim, sobre tudo e sobre nada. Mas ela nunca tinha aquele tempinho, sabe: aquele tempinho para parar e se olharem nos olhos? Só que a vida tem suas loucuras.

Ele se apaixonou.

Sim, ele se apaixonou por ela; loucamente! Ela também. Sim, eu falo: ela também. Mas eles nunca mais se encontraram. Com o passar do tempo ele descobriu que ela nunca existiu, era uma metáfora, algo meio esquizofrênico. E na esperança de tê-la um dia, pulou do oitavo andar.

Sim, ele se matou, não fique assustado, neste texto tudo aconteceu meio rápido, né? Já que ela não existia, para que viver? - Ele se perguntou, já que ela era a sua razão, era o seu poema vindo numa folha seca. Mas o poema nunca se concretizou.

E ela?

Ela, assim como a imaginação de um poeta, foi ao encontro dele no mais alto do céu, e no dia da sepultura de Vinícius, o poema se concretizou. Ele voltou a se misturar com a terra, tornando-se semente e ganhando a eternidade.

E ela...

Ela não tem nome, personagens existem e caminham por aí para satisfazer as ilusões de muitas pessoas. Já que a única coisa real na vida de um ser humano... é a ILUSÃO.

Desculpa, amigo leitor, eu também não sabia que este texto ia terminar assim. Justamente numa correria louca que escrevo, aqui no trabalho, o tempo se torna curto e para poder aproveitá-lo, escrevo alguma coisa para dividir com você. Se vocês gostarem, ficarei tão feliz, o meu tempo deixa de ser algo vão...

Escrever é não morrer jovem... e nunca conhecer a velhice.

Adenildo Lima

Um comentário:

Sam disse...

Ah, eu gostei... mas achei triste!

Aguardo pelo 4º, mas espero que nesse, vc diga que havia se enganado.
Que não, ela nunca foi uma ilusão e ele, ele nunca pulou do 1º,4º 8º, nem de nehum outro andar.

Ele andou até pular em seus braços. Aqueles que guiaram as mãos na entrega da folha seca... e "floriu" depois uma primavera inteira para os dois.

( Ahhh, nada como se apaixonar, se gostar de alguém, né amigo?)

Beijos Meus

Carinho Sempre,
Sam

(Psiu, posso plantá-lo no jardim lá de casa?

Ei, como que faz pra te seguir, hein? rs)