segunda-feira, 11 de maio de 2009

Encontros inesperados

Tudo aconteceu num ônibus público, algo meio inusitado, meio inesperado. Quando João Vitor me contou fiquei quase sem acreditar e, pensando assim, deixo escrito para vocês, de repente vocês, leitores, acreditam. Mas antes eu quero que saibam que a literatura é uma grande mentira, a única coisa real existente é que tudo é ilusão. Os autores adoram dar veemência ao tema e nós, leitores, acreditamos cegamente.

O ônibus não estava tão lotado, mas todos os acentos estavam ocupados e algumas pessoas em pé. João Vitor ao pegar no suporte do ônibus para se segurar sentiu uma mão suave encostando na sua. Educamente, ele suspendeu um pouco a sua mão. Dois olhos fixaram em seu olhar. Era o olhar de uma jovem, fisicamente, muito bela.

Ela deu um sorriso inesperado, um riso de quem busca um carinho, um amor... João Vitor ficou meio sem jeito, nunca tinha visto-a antes. Os olhares se cruzaram. Como diz o dito popular: quando a química rola, os corpos interagem seus desejos.

As duas mãos se encostaram, carinhosamente. E no frio que fazia parece que elas procuravam um aconchego. Os corpos se encostaram, timidamente. Os olhares bateram mais e mais vezes.

Os olhos se fecharam, os lábios se tocaram. Beijaram-se.... beijaram-se...

Ela desceu do ônibus. Ele ficou observando-a. Nunca mais se viram

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