quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sem culpa, foi um sonho

Ela acordou com vontade de fazer amor, beijou a face do seu esposo e fez um carinho.
"Calma carmem, estou cansado"
"Carmem é a ... meu nome é Verônica, porra!!!"

adenildo lima

O amor e o tempo

Aos 30 anos Verônica descobriu que estava apaixonada, antes, nunca tinha sentido algo forte assim. Conversou com os amigos, com todo mundo que ela pode. Tudo o que ela falou, realmente, era sintomas de uma paixão. Ela falava que sentia algo que a deixava boba, perdida, imaginando o rapaz a todo momento. Quando ia dormir, precisava fazer alguma coisa para tê-lo nos sonhos, tudo isso com medo de ficar um tempo ausente dele. Aos 30 anos ela se apaixonou pela 1ª vez.

Ela já tinha namorado muito, vivido bastante, mas ainda não tinha sentido a inocência de uma criança: se apaixonar é voltar a ser criança - tudo bem que eu prefiro amar - mas a paixão é um fogo ardente que ajuda a temporar e temperar um relacionamento, isso, quando ambos conseguem ter um diálogo.

Aos 30 anos a vida começa, começa uma nova fase, a fase da maturidade, do olhar aguçado diante das coisas, do olhar observador - tudo bem que eu sempre digo que idade não existe - mas sei que muitas pessoas vivem sendo controladas pelos dias. A idade que eu tenho é a idade que eu ainda não vivi, então, não sei quantos anos eu tenho, o que eu já vivi, não tenho mais.

30 anos é uma idade de se apaixonar, de amar, de se entregar sem medo, afinal tudo isso não tem idade.

adenildo lima

Querendo aconchego

estou com sono
deixa eu deitar em teus braços
e sentir teus abraços
e num enlaço assim
dormir feliz
deixa!

adenildo lima

terça-feira, 26 de maio de 2009

Amizade acima de tudo

- Bonita, né?
- É, muito bonita mesmo.
- Será que eu consigo ficar com ela hoje?
- Ah, depende, será que ela gosta de você?
- Não sei, mas eu estou inteiramente encantado por ela, como você é meu amigo, sabe como fico nos momentos apaixonantes, né?
- Sim, sei sim.
A festa começou. Era um barzinho com música ao vivo. Lugar calmo, sofisticado, bem apropriado para casais de namorados. Vitor estava sozinho, ao contrário de seu amigo Guillerme que, mesmo estando só, acreditava estar acompanhado pela sua bela amiga: Verônica.
Sentaram-se à mesa, começaram a beber, a conversar e a deixar o tempo passar. Guillerme levanta e vai à direção do palco. Sobe e começa a cantar uma música que Verônica tanto gosta. Enquanto ele canta, Vitor fica dialogando com Verônica. Ele volta revoltado, querendo explicação, sente ciúmes, percebe que Verônica teve certo interesse em seu amigo.
- O que é isso?!
- Relaxa, Guillerme, vai pôr em risco a amizade nossa por causa de uma mulher? procura outra, essa já tem dono.

adenildo lima

Lírios e colibri

Agora, neste exato momento me veio a vontade de escrever algo sobre a vida. Sei que é complicado falar da vida, mas eu preciso. Não, necessariamente, a minha vida, mas, a vida.

Pela manhã, dentro daquele ônibus lotado, vindo para o trabalho (estou na empresa agora), vim lendo uma revista "Revista do Braisl - nº 35 - maio/2009". Tem uma parte que fala da vida, e quando falamos da vida, automaticamente falamos da morte; mas que todos saibam que a morte não existe.

Parado diante de mim mesmo, faço uma viagem na minha própria história e vejo que já voei sem asas, mesmo estando aqui pequeno como uma gota de orvalho, com uma semente. Sempre trabalhei, sempre! e sempre consegui tudo o que eu quis até ao dia de hoje - não é muita coisa - mas sei plenamente que só posso erguer os meus braços até onde as minhas mãos podem alcançar, isso, sem precisar de pisar em ninguém para colher aquela flor despindurada no jardim: no jardim da vida, dos sonhos, dos amores perdidos, dos sonhos... dos sonhos.

Lembrei do dia 18 deste mês, foi uma segunda-feira, eu estive diante de, aproximadamente, 400 alunos da rede estadual de ensino da grande São Paulo. Como palestrante, consegui perceber muitas coisas: a educação continua longe da realidade - a culpa não é dos jovens e adolescentes, não! pode acreditar - o olhar de cada um esperando uma resposta para perguntas que ninguém responde diz claramente que o Estado não oferece nada para um aluno que termina o Ensino Médio. E o que fazer diante de um caminho sem começo, sem meio e sem fim?

Sim, o que fazer? como professor, eu sempre procurei trabalhar isso - esse ano não estou lecionando. Naquele dia senti vontade de voltar às salas de aula. Empresa é complicado, mas o salário de professor é complicado ainda mais.

Os jovens precisam de uma luz para seguir quando terminarem o Ensino Médio. Precisam, não vamos ser hipócritas dizendo que a juventude não quer nada.

E o que você ofereceu para eles para falar que a juventade não quer nada?

Parece apenas um texto o que eu escrevi, mas assim como a vida: é apenas um texto. Viver é contemplar os líros e o colibri de cada olhar esquecido em cada esquina.

adenildo lima


domingo, 24 de maio de 2009

Sensorial

Menina, por que você fez isso comigo? Tu saíste com aquela roupa transparente: belo vestido! Uma chuva, leve, começou a cair. Você foi ficando nua diante dos meus olhos. Teus seios com os bicos pontudos apontavam em direção ao meu olhar. Tua pele suave ia, aos poucos, deixando um mistério a ser descoberto. Teus cabelos se entregaram ao vento.

Você me provocava com a maior sutileza da vida. E, ao andar, o requebrar do teu corpo me fazia lembrar uma bailarina. Aquilo me excitava, aguçava em mim o desejo de sentir sua pele em meu corpo e o sabor de teus lábios nos meus. Tive vontade de fazer amor contigo.

Você me chamou de amigo, olhou dentro dos meus olhos, pegou em minhas mãos, sentiu meu coração bater, quase perdi o fôlego. E, como um animal selvagem, senti o cheiro do teu sexo adentrando as minhas narinas. Não sei, mas você parecia que estava em período fertil. Pode parecer brincadeira, mas uma mulher quando está em perído fértil, o homem percebe.

Por que você fez isso? Abraçou-me, deixou-me sentir teu corpo, teu cheiro invandindo os meus pulmões. Como essa lembrança é forte!

E não há obra de arte mais perfeita feita pela natureza para ganhar de tua beleza, menina.

adenildo lima

sábado, 23 de maio de 2009

Quase uma crônica

- O que escrever agora?
- Sei lá.

Escrever é assim, muitas vezes não sabemos o que escrever. Primeiro, eu pensei em escrever um texto sobre a monotonia da vida, depois, veio-me a vontade de escrever sobre uma bela paixão - com começo, meio... e com uma fantasia eterna, maravilhosa. Não encontrei personagens para descrever. Eu queria personagens reais, vivos, capazes de fazer o amigo leitor chorar de emoção, de alegria. Não encontrei.

- E agora, o que continuar escrevendo neste texto?
- Não sei.

Apenas não sei. Neste momento confesso que estou pensando numa crônica, porém, não sei se irá sair alguma coisa. Crônica às vezes irrita um pouco, prefiro poesia: é mais ilusória. Crônica costuma falar de coisas reais. A realidade é dura e amarga um pouco. A poesia até faz as mulheres acreditarem em amor eterno. E quem disse que existe amor sem ser eterno? A eternidade: somos nós que construímos.

- Este texto me cansa um pouco.
- Então termina.

Não posso terminar, um texto nunca termina, nunca se finda, cada leitor terá para ele o seu final.

adenildo lima

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ao céu e ao léu

Era um dia calmo, num lugar calmo, algumas pessoas passeavam, brincavam, outras tiravam fotos. Dois jovens conversavam e conversavam ali soltos, sentados na grama, sem hora, sem tempo, sem regras. E riam, e relembravama momentos vividos, e sonhavam momentos futuros, e desejam até um lugar onde a paz fosse o símbolo principal para a humanidade.

Dois jovens cheios de histórias, cheios de desejos, cheios de amor. Sim, de amor. Eles se amavam, e como se amavam: o olhar, o carinho, o ouvir, o prestar a atenção ao outro, o desligamento do mundo para viverem, ali, naquele momento, apenas o mundo vivido por eles. Era uma cena maravilhosa. E você, amigo leitor, pode acreditar. Nós sabemos que a ficção parece mais real do a prórpia realidade, mas a realidade vivivda ali, era bem mais encantadora do que este texto.

Pareciam crianças soltas num lugar de diversão. O respeito dos dois era tão harmonioso, até pareciam apaixonados, e eram, eu acredito. Na vida sempre estamos apaixonados, sempre estamos amando alguma coisa. Agora o quê, muitas vezes não sabemos.

O sol abraça o momento e contempla cada olhar. Alguém apenas observa. E o mesmo que os observava não sabia de nada daqueles dois, mas acredita ter visto no olhar da bela menina um sonho de ser mãe, um sonho de ser mulher, um sonho de ser família. O jovem rapaz apenas o observava, e abraçava tudo aquilo.

Afinal, o mais importante de tudo nessa vida é amar. E como eles amavam, e se amavam...

adenildo lima


Relógio

Joana levantou muito cedo naquela segunda-feira. Abriu a janela do tempo, da casa, do quarto e ficou procurando ver alguma coisa que lhe chamasse a atenção. Viu apenas uma senhora caminhando com sua bengala. Ela parecia ter uns 95 anos de idade. E Joana tinha 16 anos apenas.

Joana não conseguiu ver nada, viu aquela senhora como uma cena vista em qualquer esquina da rua, da vida, dos becos, das janelas, dos olhares perdidos. Mas o que Joana não viu mesmo era que tinha um poeta. Ele passou como sempre passou todos os dias, mas ao ficar diante daquelas duas pessoas, algo lhe chamou a atenção.

Uma senhora com mais de 90 anos de idade e uma adolescente com apenas 16 anos. Isso lhe fez despertar uma interrogação além do seu simples olhar. Primeiro, ele viu poesia ali, viu um poema pronto, faltava apenas passá-lo para o papel. Ele tentou, mas não conseguiu. Ficou um pouco frustrado, mas de nada adiantou, as palavras não vieram.

Uma senhora e uma adolescente. Uma voltando a ser criança e a outra querendo alcançar a maturidade. E, diante desses questionamentos, ele ficou se perguntando ainda mais: e se as duas morressem hoje, a idade faria alguma diferença?

A idade, o tempo, nossas histórias... o que tudo isso nos dizem?

adenildo lima


Sintomas de uma paixão

Preciso falar de uma grande amiga minha, mas não sei quais palavras usar para poder descrevê-la, ela é muito grande, muito importante, quando fala faz calar multidão, faz multidão gritar. Ela dá voz aos mudos e audição aos surdos. Não sei o que escrever para poder expressar o que eu sinto.

Sinceramente, eu acho que estou apaixonado por ela, aliás, não tenho dúvidas que estou amando-a. Quando estou no silêncio, olhando as paisagens... ela vem e me doma, toma conta de mim. Ela cala multidão, mesmo não estando diante dela.

Quando estamos apaixonados ficamos bobos diante da metáfora, ficamos procurando lugar para ficar, palavras para expressar, mas essa minha grande amiga convive comigo, ela é muito íntima a mim. E, nós paramos pra conversar, muitas vezes ficamos apenas no silêncio. E o amor vai surgindo aos poucos. Como é bom tê-la!

As palavras são poderosas, elas gritam, calam, falam... E, sendo o jovem apaixonado que sou, apenas amo-a.

adenildo lima

sábado, 16 de maio de 2009

Espelho do eu

calma maria
ria
nesta
calmaria
a tua tristeza
numa leveza
breve
precisa dar
lugar a alegria
então
ria
uma maria
duas
três marias
numa só
não pode ser
motivos de tristeza
mas alegria
ou até mesmo
fantasia

é uma alegoria
de alguém
que procura enganar
sua tristeza
mas
o importante mesmo
é alegria
ria
sorria
calma
maria
seja mais
você

Calma maria! você precisa rever seus conceitos.
Na vida, nem tudo é defeito.

adenildo lima

A natureza é testemunha

A menos de uma hora eu estava dormindo e sonhei com você. Foi um sonho maravilhoso. Eu estava num lugar calmo, silencioso, cheio de plantas, com um vento suave da natureza; uma calmaria. Você apareceu com um sorriso que me fez acreditar em sonhos e fantasias.

Mas você naquele momento era real. Teus cabelos pretos, teu olhar interrogatório, teus braços abertos: tua pessoa.

Sim, tua pessoa, deixava de ser apenas sonhos. E me abraçou, falou que eu era muito importante para você. Sentamos na grama: livres, leves e soltos...

Uma beijaflor veio e beijou a flor do amor que antes a minha vontade de te encontrar era um sentimento de dor, mas ali, naquele momento...

Você sorriu, e disse que as flores não falam, mas revelam o carinho que sentimos por alguém. E nos amamos, nos abraçamos... e a natureza é testemunha da nossa união.

Sonho? não existe mais, ele deu lugar a um sentimento... sentimento que só nós - eu e ela podemos explicar.

adenildo lima

Lembranças boas

Agora é 1h4min. da manhã. Daqui a pouco a noite vai e deixa um carinho para o sábado nos abraçar com seu frio. Eu também, daqui a pouco acordarei para ir estudar, acordo às 6h da manhã. Neste momento eu lembrei que eu já amei, acho que foi o silêncio do madrugar que me trouxe essa lembrança.

Já amei. Amei o sorriso daquelas pessoas que passam e quase ninguém percebe. Amei uma folha seca que caía de uma árovre. Amei a distância das pessoas que somem sem dizer: vou! Acredito, e não tenho dúvida que já amei tudo na vida.

E o amigo leitor pergunta: amou e não ama mais?

Não. Sim.

Mas hoje não amo apenas, procuro viver o máximo possível todos os momentos. E chamo-os de amor. Que seja de dor ou de amor.

adenildo lima

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Você

Você me convidou, você se sentiu atraída por mim, você me levou ao escuro daquela sala, você aceitou meus beijos, você foi dama como nunca dantes eu vi. Nós nos beijamos e , você, ao pedir explicação, calei a sua boca com outro beijo. Você olhou o céu e viu estrelas e lua, e me comparou a um poeta. Poeta, eu? - perguntei com um sorriso dizendo que aos poetas é dado o poder de desvendar as estrelas e abraçar o ar suave da lua. Você riu. Você sumiu. Você partiu...

Você não veio, você não ficou, você não partiu... você apenas conquistou de mim um beijo, mas teve medo de tocar minha alma.

adenildo lima


Encontros inesperados

Tudo aconteceu num ônibus público, algo meio inusitado, meio inesperado. Quando João Vitor me contou fiquei quase sem acreditar e, pensando assim, deixo escrito para vocês, de repente vocês, leitores, acreditam. Mas antes eu quero que saibam que a literatura é uma grande mentira, a única coisa real existente é que tudo é ilusão. Os autores adoram dar veemência ao tema e nós, leitores, acreditamos cegamente.

O ônibus não estava tão lotado, mas todos os acentos estavam ocupados e algumas pessoas em pé. João Vitor ao pegar no suporte do ônibus para se segurar sentiu uma mão suave encostando na sua. Educamente, ele suspendeu um pouco a sua mão. Dois olhos fixaram em seu olhar. Era o olhar de uma jovem, fisicamente, muito bela.

Ela deu um sorriso inesperado, um riso de quem busca um carinho, um amor... João Vitor ficou meio sem jeito, nunca tinha visto-a antes. Os olhares se cruzaram. Como diz o dito popular: quando a química rola, os corpos interagem seus desejos.

As duas mãos se encostaram, carinhosamente. E no frio que fazia parece que elas procuravam um aconchego. Os corpos se encostaram, timidamente. Os olhares bateram mais e mais vezes.

Os olhos se fecharam, os lábios se tocaram. Beijaram-se.... beijaram-se...

Ela desceu do ônibus. Ele ficou observando-a. Nunca mais se viram

Amor e vida

Nós, ditos humanos, temos a capacidade de pensar, de relacionar algo antes de agir. Mas uma grande pergunta que nos cerca é: para que estamos aqui?

Eu, particularmente falando, não me preocupo muito com isso. Afinal eu descobri que a vida é tudo o que vivemos - isso parece obvio - mas confesso que não é. Tomar um cafezinho pela manhã, antes de entrar na emrpesa, conversar com as pessoas que conhecemos, escrever alguma coisa sem saber pra quê, como estou fazendo agora. Isso é viver. Viver é assim, assim como o amor.

Você morre a cada dia que se passa, mas vive a cada dia que ama. Amar é esquecer as migalhas pobres da vida: Orgulho, falta de humildade, querer usar o poder para inferiorizar aos outros, isso é uma maneira de matar a si mesmo.

Sim, eu falo matar a si mesmo pois, ao meu ponto de vista vivido, a vida é a sensibilidade humana, é o carisma transmitido em um olhar, sem isso, já vejo a pessoa como um cadáver, caminhando por aí sem alma.

E quando falo alma, não me refiro a religião, como o amigo leitor já sabe: eu não tenho partido nem religião e deixei de acreditar em tudo para acreditar apenas no amor.

Sim, apenas no amor.

Amar é esquecer que existe uma resposta para as perguntas. Amar é viver e viver é amar, sem isso, somos meros ambulantes por aí caminhando.

adenildo lima

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Nauseando 3

Amigo leitor, não fique preocupado com o texto que aqui vou escrever, na verdade nem sei o que vai sair, mas antes de tudo, já te previno. É a história de um rapaz de nome Vinícius, parece confusa, mas é apenas uma história qualquer, vivida por qualquer pessoa neste mundo pós-moderno.

Vinícius aos 25 anos de idade conheceu uma jovem de 23 anos. Em primeiro plano, não teve nenhum interesse, mas uma simples folha que caía de uma árvore fez com que ele se aproximasse dela.

Não fique espantado, leitor, foi exatamente uma folha, e ainda mais, seca. Uma folha seca. Ela pegou a folha e lhe deu de presente. Entre um sorriso e outro, de agradecimentos, começaram a conversar. Ele se mostrava sério, cauteloso nas palavras, mas não conseguia esconder que era um poeta.

Sim, eu falei um poeta. Ele era um poeta. Vinícius era um dos poetas que tanto sabia se relacionar com a poesia, mas não gostava de ficar conversando, falando... dizendo que fazia poemas; era tímido. Mas ao receber uma folha seca das mãos daquela bela menina toda sorridente como a aquarela - e nem era Marcela - Ele recebeu a folha seca como se estivesse recebendo um belo poema de amor.

Exatamente, leitor, como se estivesse recebendo um poema de amor. E o nome dela nem vou citar agora, mas espere um pouco, deixe de tanta curiosidade, você vai ficar sabendo junto comigo essa história; saiba que eu também não sei. Quem escreve não conhece a história, ela vai se desenvolvendo, os personagens vão ganhando vida, e a história flui.

Mas tenho certeza que você está curioso para entender o motivo de o título desse texto ser Nauseando 3. O número 3 tem uma explicação, pois é o terceiro texto com esse título. E nauseando vem de náusea. Talvez a palavra nauseando nem existisse antes, mas se não existia, agora existe, que me perdoe o filósofo Sartre, autor do livro A náusea.

Tenho certeza de que você está achando o texto cansativo, e quem disse que a vida é fácil?

Vinícius, antes de ir embora, deixou seus dados com ela. Ela em breve, muito breve... lhe escreveu. Tornaram-se amigos, grandes amigos. Mas era assim, uma amizade ausente. Ele começou a vê-la como um pedaço de si, uma parte importante para sua vida, para lhe ouvir, para sentarem-se na grama e ficar conversando sobre tudo e sobre nada.

Sim, sobre tudo e sobre nada. Mas ela nunca tinha aquele tempinho, sabe: aquele tempinho para parar e se olharem nos olhos? Só que a vida tem suas loucuras.

Ele se apaixonou.

Sim, ele se apaixonou por ela; loucamente! Ela também. Sim, eu falo: ela também. Mas eles nunca mais se encontraram. Com o passar do tempo ele descobriu que ela nunca existiu, era uma metáfora, algo meio esquizofrênico. E na esperança de tê-la um dia, pulou do oitavo andar.

Sim, ele se matou, não fique assustado, neste texto tudo aconteceu meio rápido, né? Já que ela não existia, para que viver? - Ele se perguntou, já que ela era a sua razão, era o seu poema vindo numa folha seca. Mas o poema nunca se concretizou.

E ela?

Ela, assim como a imaginação de um poeta, foi ao encontro dele no mais alto do céu, e no dia da sepultura de Vinícius, o poema se concretizou. Ele voltou a se misturar com a terra, tornando-se semente e ganhando a eternidade.

E ela...

Ela não tem nome, personagens existem e caminham por aí para satisfazer as ilusões de muitas pessoas. Já que a única coisa real na vida de um ser humano... é a ILUSÃO.

Desculpa, amigo leitor, eu também não sabia que este texto ia terminar assim. Justamente numa correria louca que escrevo, aqui no trabalho, o tempo se torna curto e para poder aproveitá-lo, escrevo alguma coisa para dividir com você. Se vocês gostarem, ficarei tão feliz, o meu tempo deixa de ser algo vão...

Escrever é não morrer jovem... e nunca conhecer a velhice.

Adenildo Lima

terça-feira, 5 de maio de 2009

As palavras e o silêncio

Têm momentos de nossa vida onde o silêncio nos doma, ficamos apenas com um olhar, às vezes solitário, noutras vezes, observador. As palavras, em alguns momentos, parecem que somem, perdem o tom, perdem a contextualização, já o silêncio nunca perde a sua voz.

O silêncio, quanto mais silencioso, mais barulhento ele é. Ele é infinito, só quem ama pode decifrar os seus segredos. O olhar de uma pessoa apaixonada, o sorriso de quem consegue fazer algo útil, o abraço silencioso de alguém que amamos, a repreensão de um amigo com o olhar, diante de nossos atos, o beijo sem voz da pessoa que amamos que, ao se encontrar, sem palavras, apenas se beijam...

As palavras dizem muito, mas o silêncio diz bem mais, precisa apenas que observemos mais as flores e a sua essência.

adenildo lima

segunda-feira, 4 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

O som da intimidade nossa

Música. Qual a importância que ela tem para nós? Primeiro deixo claro que não posso falar por ninguém mas, de repente, as minhas palavras falem um pouco do que você sente.

Tenho a música como uma grande terapia, ela me move, me excita ao extremo de me fazer sentir bem comigo mesmo. Transporta-me para momentos tão antigos, tão futuros... e o presente aproveita essa viagem que a música me ajuda a fazer.

Não tenho preferência por estilos de música, gosto da música boa, e que seja útil para mim, naquele momento, desde que não seja isso que chamam de músicas, que rolam por aí, muitas delas desmoralizando a própia mulher - o corpo dela - e até mesmo a moral, isso não me interessa. rs!

A música é uma terapia mágica capaz de mover e remover montanhas guardadas dentro de você, dentro de nós. E nesse momento uma bela música me faz lembrar de você: sorridente, simpática, com os cabelos caídos e um olhar me abraçando carinhosamente.

adenildo lima

Virada cultural 2009

Virada cultural na grande São Paulo é uma maravilha, tem de tudo que possamos imaginar, difícil mesmo é assistir algum show, então, diante dessa situação, o que fizemos?

Sentamos em qualquer lugar das calçadas do centro da cidade e fomos saborear uma cerveja, uma boa conversa... enquanto as belas meninas que estavam conosco, algumas, bebiam coca cola. (rs)

Eu vivi algo importante, sempre quis sentar na calçada do Teatro Municipal e ficar olhando milhares de pessoas andando, indo e vindo sem destino, e ontem eu consegui. Lembro que há mais de cinco anos, aproximadamente, escrevi um conto, onde a personagem sentou na calçada do Teatro e relembrou vários momentos culturais, ali, já ocorridos.

Eu aprecio as coisas simples da vida, gosto de olhar as pessoas andantes perdidas sem destino, sem rumo, sem direção nos olhares das pessoas, isso me faz bem. Na verdade, nem vou ao evento para assistir aos shows, vou mesmo para ficar perdido, ali, no meio de pessoas com rostos, vestidas, embriagadas, mas que, enquanto passeiam juntas, qual a diferença?

Vejo mesmo é um vazio no olhar sorridente de muitas pessoas drogadas, embriagadas vivendo a época romântica: deixe a vida me levar! E isso é bom, quem sou eu para dizer que não é?

São Paulo é uma grande floresta de concreto, como cita o compositor dos Racionais MC's - Mano Brown, em uma de suas letras. E é mesmo, é uma solidão encontrada desencontrada em cada busca achada mas que logo na próxima esquina deixada.

Eu sou filho adotado dessa cidade e já aprendi a conviver com toda diversidade, afinal é uma das melhores cidades do mundo, se muitas coisas não permitem que seja, não é culpa da nossa bela e harmônica São Paulo.

São Paulo na verdade é uma cidade cultural durante todos os dias do ano. E eu aprecio o beijo silencioso que você me roubou.

adenildo lima

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1º de maio

Olá, pessoal que, carinhosamente, visitam esta página, venho aqui deixar meus agradecimentos a todos, e que possamos ter um belo mês de maio.

bjs para as mulheres e abraços para os homens rs

adenildo lima