quinta-feira, 30 de abril de 2009

A fuga de Marcela

Marcela. Quem me dera ela tão linda e tão bela? Marcela fugiu, nunca vi seu rosto, nunca senti sua pele, mas em mim ela estava causando um sentimento bom. Muitas vezes ela dizia que eu era um enigma, mas quem disse? Quando não conhecemos a pessoa ela não pode ser misteriosa, os mistérios fazem parte de uma convivência à busca da descoberta, mas ela fazia isso. Ela desistiu. Será? Não sei.

Ela me parecia ser de religião evangélica. E logo eu que não tenho nem partido nem religião, acho que ela pensou sobre isso e disse: não vale a pena fazer leitura e comentários das palavras desse louco rapaz. E eu sou louco mesmo, o que seria de mim sem a loucura? A loucura de acreditar que ainda podemos transformar o mundo, fazê-lo melhor. Qual mundo? Não sei, talvez seja o mundo em que vivemos, já que todos nós vivemos num mundo diferente.

Mas Marcela fugiu. Se ela morreu, viajou ou está viva, eu não sei. Diante de Marcela eu nunca soube de nada. Era ela quem me instigava, que me fazia bem ao olhar seus comentários. Marcela, tão linda e tão bela por onde anda ela?

Marcela: pura metáfora de um olhar apaixonado perdido numa esquina qualquer.

Adenildo Lima


Nenhum comentário: