quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nós que aqui estamos por vós esperamos

Hoje, vindo para o serviço, ao passar defronte a um cemitério, veio-me um sentimento interrogativo, perguntas sem respostas, respostas sem perguntas. Lembrei do documentário "Nós que aqui estamos por vós esperamos", (um excelente documentário).

O cemitério é um lugar onde existe a eternidade, onde faz calar o grito do bravo e abraçar a calma do homem sorridente. Mas o que é o cemitério? Eu nunca parei para pensar referente, apenas sei que ele existe, mas... e daí? o que vai mudar na minha vida saber que ele tem o poder de abraçar a minha história e de fazer-me terra? Eu apenas sei que ele existe, até mesmo porque tanto faz para quem parte deste mundo para um mundo além - o mundo de tantas imaginações - um cemitério ou qualquer lugar, isso não faz diferença.

No cemitério não há gritos, a não ser de lágrimas por alguém que partiu, mas lá reina uma calma, um silêncio que faz inveja para nós que somos tripulantes ambulantes desse mundo pós-moderno. Lembrei também do triste dia em que vi meu pai abraçando a natureza para não mais voltar, transformando-se em semente. Ele, herói, modelo de pai e de homem, deixava ali, naquele momento, a sua história para os seus filhos darem continuidade.

O cemitério é algo que não existe, apenas fica ali para receber as pessoas, eternamente.

adenildo lima

Um comentário:

Sam disse...

Olá moço!

Já assisti a esse documentário e é mesmo muito interessante, reflexivo. Um dos meus preferidos.

É, cemitério é uma celebração do que não existe mais.
Do que voltou a natureza, ao centro da Terra;
Daquilo que compõe a chuva, o ar que respiramos (é estranho, mas é vero! rs)

É um insistir em mater o que já se transformou.

No fundo, no fundo... até a morte volta a ser vida!
É o ciclo!


Meu beijo pra vc!