segunda-feira, 9 de março de 2009

Tudo é festa

A tarde de domingo, com seu sol brilhante e aquecedor, desperta nas pessoas o desejo de estarem juntas em determinados lugares, e tudo é festa.

No palco, alguém leva a voz para milhares de pessoas: todos pulam, dançam, esquecem as dores, e tudo é festa. Enquanto os andantes pisam com os pés, o mesmo, lá no palco com sua bela voz, numa cadeira de rodas deixa claro que a mente é quem nos faz caminhar.

Na plateia, os rostos felizes se despertam, enquanto ao lado, a menina bebe coca cola e em outros lugares, alguém cheira cola (não sei talvez). E nos olhares, cola uma ideia de uma visão despreocupada e livre. A ex-namorada com seu namorado atual olha para o rapaz e um sorriso desperta lembranças, por parte dela, mas o passado naquela tarde de verão não verá lembranças: lembrança é uma palavra que não existe, mesmo que ela persista.

Despreocupadamente recebe um beijo na boca de uma mulher desconhecida: linda, jovem e charmosa, mas o beijo não cola, e o rapaz, do outro lado, prefere obsevar a coca cola, já que ela é universal, ele acredita que tudo cola.

E as máquinas fotografam os rostos felizes, e como lembranças serão vistas amanhã, mas amanhã é um lugar distante, e é preciso viver flashes da máquina enquanto os lábios estão felizes, e as máquinas se divertem.

E no final de tudo, a vida olha no espelho, e ele percebe que ela é tão complicada para se entender, quanto este texto. Mas o úlitmo sorriso da noite, nos lábios daquela menina, ainda deixa esperança para uma felicidade dos olhares perdidos dos jovens apaixonados.

E se formos observar: qual a diferença de cola e coca cola?

adenildo lima

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