terça-feira, 3 de março de 2009

Lembranças do que não aconteceu

Olhando suas fotos, senti saudades do beijo que não aconteceu. Os teus cabelos longos por cima dos ombros, o teu corpo esquelético, o teu olhar desejante... fazem-me sentir saudades. Às vezes no corredor da Universidade, ao me encontrar, dava um abraço tão forte "..., você é meu anjo". Sua voz suave me excitava, e o meu desejo louco de tê-la, era mais louco do que as reações químicas do corpo. Eu desejva você solteira, te desenhava na mente; alguns amigos pediam que eu fugisse o mais rápido possível, e tudo isso me impediu do beijo que sinto saudades ao olhar suas fotos.

Lembro também quando você me viu com uma jovem - mais bonita do que você, confesso - sua fisionomia mudou, seus lábios tremeram; estávamos dentro da sala de aula. Você pegou seu material escolar, e se foi: brava, nervosa. Ainda lembro. Quantas vezes você sentou ao meu lado só para dizer que eu era o seu anjo, e diante de sua frase eu tinha medo de perder minhas pequenas asas. O tempo passou, marcamos um cinema, no dia, eu desisti. Mas eu fiz certo, você tinha alguém. Hoje, está tão bem com ele, e há seis meses não nos comunicamos, mas hoje eu olhei sua foto para sentir saudades dos beijos que não aconteceram.

Lembro também quando ironicamente você perguntou: "Que porra você faz pra ter tanta mulher ao seu lado?" sorri, olhei-a carinhosamente, e dei um beijo molhado em sua face, e saí.

As lembranças permanecem, mas não me arrependo de nada, se eu não quis, fica claro que naquele momento não era bom para mim. (às vezes, preservar a vida é bom rs).

"É, Vinícius, concordo com você".

adenildo lima

Um comentário:

G. Borges disse...

Uau!
Sinto constantes saudades de coisas que não vivi também.

Fico pensando se essa paixão tão explícita em seus escritos é fictícia.

Como eu disse: um mistério.


Beijos.