domingo, 8 de março de 2009

Ação afirmativa

No Brasil, milhões de pessoas são contra à "Cotas para negros". Primeiro, é a grande parte da elite brasileira; segundo, entra as pessoas que não estudam referente ao tema e por assim ser, metem o pau.

Partindo de um pressuposto de pesquisas feitas pelo IBGE e o Ipea, em 2001.

- Do total dos universitários brasileiros, 97% são brancos, sobre 2% de negros e 1% de descendentes de orientais.
- Sobre 22 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, 70% deles são negros.
- Sobre 53 milhões de brasileiros que vivem na pobreza, 63% deles são negros (Henriques, 2001).

Antes, é preciso saber que o Brasil não é o primeiro país do mundo a adotar a política de ação afirmativa. Primeiro vieram os Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Índia, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, entre outros.

Os Estados Unidos implantou desde a década de 60. O Brasil, como sabemos, demorou um pouco mais ... mas estamos aí, e assim mesmo, temos uma luta muito forte, até mesmo para provar para os incrédulos advogados que isso não fere A constituição pois, nenhum ato humano que lute para pôr a sociedade menos favorecida à igualdade e ao acesso escolar que os brancos têm, está indo contra a Constituição, ao contrário, num país democrático se prega a igualdade. Como foi visto na pesquisa, a igualdade está muito desigual, e vocês doutores advogados que, muitos, fazem questão até para serem chamados de doutor, sem nunca terem defendidos uma tese de doutorado, deveriam estudar um pouco mais, para falar do assunto.

E, diante dessa pesquisa "deduz-se que, se por um milagre os ensinos básicos e fundamental melhorassem seus níveis para que os seus alunos pudessem competir igualmente no vetibular com os alunos oriundos dos colégios particulares bem abastecidos, os alunos negros levariam cerca de 32 anos para atingir o atual nível dos alunos brancos. Isso, supondo que os brancos ficassem parados em suas posiões atuais esperando a chegada dos negros, para juntos caminharem no mesmo pé de igualdade".

Deixando claro, isso é devido a todo o sistema político imposto. Diante deste breve resumo, tendo como fonte o Professor Kabengele - da USP, fica claro que precisamos lutar o mais rápido possível para fazer com que a nossa democracia possa ri feliz da nossa igualdade entre brancos, negros...

Desigualdade mesmo é não poder andar na mesma calçada que um branco anda. E isso está mudando.

adenildo lima

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