domingo, 1 de fevereiro de 2009

O afogamento dos peixes

Tudo parece um simples encontro. Ela conhece dois rapazes, um é mascarado, o outro é divertido, brincalhão... não leva nada a sério. Ela apenas faz seus questionamentos.

Às vezes, eu percebo que ela não quer aceitar que os dois são uma só pessoa, mas é preciso ela saber que nós somos milhões de pessoas caminhando por aí. Não podemos ser o chato a vida inteira, não podemos ser a pessoa brincalhona a vida inteira, precisamos ser aquilo que o momento pede, o que não podemos deixar de ser, é o que somos dentro de nós: a essência humana, o amor que nos move, isso não pode mudar.

Mas um dia ela saberá que os dois, assim como as borboletas que voam sem pedir licença, e sem pedir autorização, aproveitam suas 24h de vida, mesmo sem saber que vai morrer, mas elas aproveitam, e vivem tudo o que pode.

Não, não vamos nos encolher feitos tartarugas, vamos gritar, vamos abraçar o tempo, e que o tempo seja você que caminha beijando o vento e questionando as coisas mais simples.

Mas os peixem morreram todos, afogados na tempestade de lágrimas do beijaflor que beijou a flor, mas que não encontrou amor nos olhos da multidão que passava.

adenildo lima

2 comentários:

Sam disse...

Ninguém poderá deter a inexorável marcha do tempo.

Bom dia....

feliz fevereiro, março, abril...

Beijos Meus =)

G. Borges disse...

Rs .. a menina dos questionamentos ataca novamente .

Respondi ao seu texto com um texto em meu blog.

Comente, por favor, senhor.

Obrigada.
Parabéns pelas palavras , sempre tão livres e quentes ;)