segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A máquina e o vento

Ela acorda, arruma-se. Calça seus saltos altos, engoma os cabelos e, se modela ao estilo padrão da roupa social trajada em seu corpo. Com um olhar sério, escondido por detrás dos óculos. É séria, firme no que fala, é Senhora, é doutora... às vezes esquece até que é mulher e, ao caminhar parece uma máquina maquinada pelos códigos, não sei se verbais, ou constitucionais. Mas ela é firme diante do brilho do sol e, sem perceber, a noite se aproxima.

Chega em casa exausta, cansada, joga aquela máscara para longe de seu corpo. E dentro de si, sente algo batendo, e ela chama de coração. Deita em sua cama, sozinha, abraça o travesseiro, e chora. Ali, só ela e o travesseiro. E o simples travesseiro traz de volta aquilo que é sagrado em uma mulher: a alma feminina. E naquele momento ela lembra de mim. Sente minhas mãos acariciando seus cabelos, beijando seu pescoço... dorme.

E aquele sonho nos transporta em direçao ao vento. Mas é preciso aproveitar pois, as borboletas só vivem 24h.

adenildo lima

2 comentários:

G. Borges disse...

Olha só , esse me fez sorrir na última frase .. bela "jogada" !
Sempre sensível né?!



Hehe


Mistééééérioo...


Beijo.

Erica Maria disse...

OLá...que lindo texto!

Agradeço a visita em meu blog, gostei daqui tb!

Estou te linkando lá tá?

Voltarei sempre!!!

Bjs !