quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Diante dos olhos do mundo

Enquanto as borboletas voam livremente nos mais altos dos céus, algum pássaro da liberdade civilizada faz planos para impedir que elas sejam livres assim.

Em cada esquina que andamos, em cada olhar que nos deparamos estamos sendo observados. Somos meros produtos do mundo moderno: você não é artista, mas está sempre sendo filmado; não é bandido, mas está sempre sendo perseguido.

A vida nesta luta árdua que enfrentamos a cada dia, parece uma selva de leões famintos para nos devorar. Lindo mesmo é o corpo de uma mulher retratada na arte de um artista. É perfeita. Ao artista é cabível dar vidas aos mortos e fazer ter sensibilidade aos olhos humanos, até a alguns meros produtos de mercado.

E, enquanto caminhamos livremente com esta vontade de liberdade na mente, é possível perceber que a vida é algo sem sentido, a única coisa que dar sentido a ela, posso dizer, sem medo: é a morte. Alguém já imaginou eterno: qual sentido teria saber que nunca iria morrer?

Mas os beija-flores deixam seu encanto em cada rosa ao fazer arco-íris, dançando a dança da vida, a dança de quem ainda não voltou.

Mas eu continuo te amando bem mais, por saber que nossos dias estão contados!

adenildo lima

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