quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ontem e hoje

É 4ª feira, soltos na calçada, amigos, parentes... conversando, bebericando uma batida de vódica, sentindo a alma leve, lembro dos simples detalhes da vida:

Lembro quando ainda era apenas uma criança, eu brincava de colher laranjas nas laranjeiras, jaca nas jaqueiras... e acordava muito cedo para poder abraçar o sol. Eu amava o sol, ele vinha por detrás de uma montanha, aquilo me encantava, eu amava o seu silêncio, que aos poucos ia esquentando.

Eu era apenas uma criança, mas ainda lembro, aquela criancinha permanece dentro de mim, e é o mais importante deste jovem garoto perdido na grande metrópole. Aqui, eu sinto falta do meu amigo sol, ele não aparece pela manhã, a montanha desapareceu, o brilho das estrelas se escondeu, o galo não canta mais de madrugada.

Você pode não acreditar, mas neste momento me vem uma solidão, uma vontade de chorar.

Escuto a música ALONE, do Judas Priest, e parece que as lembranças entram com mais carinho. E agora mesmo, lembro dos olhos da jovem garota que eu tanta amava, ela era linda, tão amiga e tão mulher. Lembro-me ali, sentado na calçada, cantando com os amigos... é, isso não mudou muito, consegui preservar. Às vezes acho que sou um rapaz fujão, mas não sou, posso garantir.

Lembro também das histórias daqueles senhores que contavam tão bem. E lembro ainda mais das mais vivas palavras de amor do meu pai, não sei, mas ele sempre me ensinou a amar. E amar é o bastante para caminhar entre espinhos e flores.

adenildo lima

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Esquizofrenia

Este texto que vou escrever, amigo leitor/a, não é real. É uma pequena história de um esquizofrênico, diante da mulher, que seja dito, quase perfeita.

Eu imagino passeando num parque com ela. Ela é linda, tenho-a como uma das minhas melhores amigas, às vezes, ela tem os olhos castanhos, noutras vezes, olhos claros; mas a cor dos olhos não importa, o que importa é que ela é muito especial para mim. Quando estou triste, ela se faz forte, e joga seus cabelos com todo aquele charme; a tristeza em mim desaparece. Começa a falar com clareza na voz, e me olha dentro dos olhos, sinto-me confiante.

Nalguns momentos, eu sinto vontade de falar de mim, pra ela. Pego o celular, ou até mesmo um e-mail, e marcamos um final de semana, e vamos. Às vezes saímos sem destino, mas para que destino, se os caminhos se completam quando estamos juntos?

Eu percebo que ela gosta muito de pegar as minhas mãos, de me abraçar, de falar de sua pessoa, suas histórias, suas longas histórias. Mas muitas vezes ela some, não sei o motivo, só que ela some. Procuro-a nas palavras, nos poemas, nos livros de filosofia, e lá, ela está. Ela é linda!!!

Com seu corpo alucinante, com seu jeito de criança, me leva ao extremo, e eu me sinto mais alguém. Ela me completa. Ela é a mulher que eu diria, perfeita, talvez, quase perfeita. Quase perfeita para nos concertarmos juntos.

Amigos, ela é maravilhosa. E neste momento, abraço-a, beijo-a, e sou tão feliz!

Mas as borboletas continuam voando.

adenildo lima

Quem sou eu?

"Quem sou eu?
Que importa quem?
Sou um trovador proscrito
Que trago na fronte escrito
Esta palavra — Ninguém!"
(Luís Gama)
Partindo das palavras deste grande homem, brasileiro, herói... me identifico com a sua descrição. Sou um ninguém, disso nunca tive dúvida, mas no interior de minha alma carrego a essência para ser aquilo que preciso, desde que não seja ruim. Também me vejo como um espelho, posso ser um pouco do seu reflexo, se me amas, também vou te amar, se não me amas, também não vou te odiar. Sou ninguém que aos poucos vai buscando identidade diante das dificuldades, diante do seu carinho, diante das resistências, oferecidas, na maioria das vezes, por pessoas próximas, pelo regime capitalista. Sim, Luís Gama, trago no rosto escrito esta palavra ninguém, mas dentro de mim, é assim, um livro, às vezes escrito, noutras vezes, vamos escrevendo juntos uma história nossa.
adenildo lima

Bom dia

Bom dia, o dia se inicia. Você que ainda não leu um livro esta semana, comece. As palavras com seu sabor irá te levar muito além da vida pacata ou, da vida tão bela e amável que você leva. Se você acordou triste, olhe a imensidão do tempo, abrace-o, beije-o, sinta-o, e caminhe.
Hoje, descobri que alguns momentos tristes que temos são, na verdade, momentos para nos amarmos mais, e amar mais.
Bom dia!
adenildo lima

domingo, 25 de janeiro de 2009

Enigmas do próprio mistério

O teu corpo é um infinito de mistérios em minha vida. Cada peça de roupa que tiro, tenho mais curiosidade. Cada parte descoberta e coberta pelos meus beijos são loucuras jamais desvendadas, apenas sentidas. O teu cheiro ardente adentrando as minhas narinas me deixa excitado, e sinto a sua libido deixando seu corpo como flores e rosas. Sentir sua pele com a ponta dos dedos navegando nos labirintos mais sagrados aos meus desejos e ensejos é algo único: só a mim e a você cabe. A tua barriga tremendo aos toques e beijos me faz sentir-me mais alguém. E quando sinto os bicos dos seus seios na ponta da língua, volto a ser criança, mas o prazer é diferente: é mútuo, e só a nós dois cabe esse momento. Teu corpo é labirintos que nunca quero desvendar todos os mistérios.

adenildo lima

Alone

Uma chuva cai, nesta noite de domingo. O final de semana termina, recordo alguns momentos vividos: teatro - HAMLET; Show do Nando Reis - SESC. Encontros com algumas pessoas que há tempo não via.

A chuva cai e molha meu rosto, uma garota se deixa ser banhada pela natureza. Aquela cena me faz lembrar um lindo momento de amor, um momento apaixanante. A vida é um momento que abraçamos enquanto estamos vivendo. Pensar na morte, tão poucos fazem isso.

E nós somos pequenos vermes caminhando por aí. Hoje, comemo-os, amanhã seremos comidos. A terra é a única companheira, e fiel. Todos vamos nos abraçar a ela, seja lá como for, dela não podemos fugir (Este texto parece que começou alegre e aos poucos vai se tornando triste né, amigo leitor?). A vida é única, aproveita-a!

Sempre que puder, aproveita a vida pois, mesmo quem acredita numa próxima, não tem certeza se terá. Essa sim, temos certeza. Se você tem alguém que gosta, um amigo, uma namorada, procura sempre que puder ficar ao lado dela, só convivendo com as pessoas somos capazes de amá-la ou odiá-la. E não deixe a sua amizade, o seu amor, ser algo virtual, e sim, faça com que esses meios sejam meios para te aproximar mais de cada pessoa que amas.

A chuva continua caindo e deixa o tempo silencioso com seu barulho harmonioso e a música ALONE, do Judas Priest me deixa mais próximo das palavras, num momento mais reflexivo, e este momento me faz lembrar você. Você que caminha loucamente por aí, que esquece os convites das pessoas que te amam, que querem estar ao seu lado, você que ainda acredita que a vida vem pelas páginas dos livros, da televisão.

Muitas podem até vir, mas a sua, você mesmo procura traçar cada caminho.

adenildo lima

sábado, 24 de janeiro de 2009

Paula

Eu queria começar esta história pelo meio, pelo fim, mas vou começá-la pelos simples detalhes. O nome da personagem principal deste texto será Paula, estou escolhendo este nome, pois sei que existem milhões de Paulas, assim, as mais próximas não ficarão bravas, ou alegres, comigo.

Paula aos 16 anos de idade, saiu mundo afora, ao fazer 18 anos, se encontrava numa grande empresa de publicidade. Tinha um rosto lindo, um corpo exuberante , aos olhos, ditos, do mundo pós-moderno. Por um acaso, em uma tarde qualquer, eu a encontrei num ponto de táxi.

Toda xique, ela perguntou as horas. Falei. Fiquei todo impolgado. Ela, solitária, ali, sozinha, puxou conversa comigo (eu era vendedor ambulante, vendia rosas). Perguntou quanto custuva cada rosa. Respondi: um real. Ela abriu a carteira e pediu uma.

Olhei dentro dos olhos dela e disse: um real é muito pouco. Ela quis me ofender, com palavras ofensivas. Perguntei o nome dela. Ela apenas disse que não me interessava. Tudo bem, eu falei. Me levantei, ela pegou em meu braço e disse: não se vá agora.

Fiquei. Olhei pra ela e perguntei mais uma vez: qual o seu nome? me fala, por favor, você não é apenas um rosto bonito, você tem uma história, menina, e o seu nome é a sua história. Qual o seu nome? não precisa ficar com medo de falar, eu não sou bandido, vendo rosas, e essas rosas não são as rosas de Hiroshima, são rosas. Um real é muito pouco para você ter uma rosa, toma! é sua, eu te dou, você merece bem mais.

Percebi que ela não entendeu, mas ficou comovida pelas palavras, e pela rosa. Continuei falando: eu não sei quem é você, você não quis se apresentar para mim; tudo bem, sou um simples rapaz. Você parece ser uma moça da mídia, daquelas que vende seu corpo, por um rosto bonito na revista. Não estou te chamando de prostituta, reflita! estou falando, daquelas moças que vendem o corpo para ser objeto de propagandas.

Ela pediu que eu calasse a boca. Me levantei mais uma vez, e fui andando. Meu nome é Paula!!! e o meu é Vinícius, falei. olhei para trás, ela estava chorando, não sei o motivo, mas naquele momento as minhas palavras mexeram com ela.

Pobre rica menina Paula, ali, olhando para um vendedor de rosas, e se sentindo um objeto humano, com menos valor do que aquelas rosas.

Paula, onde aonde e pra onde vai, ou estás?

adenildo lima

A notícia não me vem pelos jornais

A cada dia que se passa, desprezo ainda mais, os meios de comunicação. Esses meios comprados, manipulados. Prefiro os blogs.

As notícias não me vêm pela tela do Jornal Nacional, da revista Veja... Esses meios, na verdade, me dão um trabalho danado para chegar a uma notícia, notícia qual, eu possa, pelos ao menos acreditar que pode ser verdade.

adenildo lima

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O mundo imperialista - capitalista

O Brasil. O que é o Brasil?

Para mim, o Brasil é um país que não existe, é um território fantagórico, uma terra de alegrias tristes; é um paraíso achado e explorado pelas mãos de milhões de canalhas e cafajestes - O Brasil é uma terra maravilhosa.

Maravilhosa para quem é cego, e para quem tem o poder nas mãos. Os que caminham e não conseguem enxergar tanta desumanidade que temos: crianças nas ruas, pessoas sendo julgadas pelas roupas que vestem, pela cor da pele, pelo lugar que mora.

Pior, se formos fazer uma pesquisa, acredito que 99,9999% não conhecem seus valores culturais. Valores os quais que, tornam uma pessoa num ser pensante - cidadão - lutando pelos seus direitos e exercendo seus deveres. A elite se apregoa e aprega nos trabalhadores a força do capitalismo, e nós, escravos que somos, pessoas da classe menos favorecida, somos obrigados, quero dizer: FORÇADOS, a pegar ônibus lotados - transportes públicos inteiramente desprovidos para um ser humano andar.

As empresas amam os funcionários, ENQUANTO ELE RENDE 1000% de 100%. A vida não é tão fácil como imaginamos, como sonhamos... na verdade, a única coisa real que existe é a ilusão, ela ainda engana os olhares perdidos das pessoas que sofrem e acreditam num futuro melhor.

Afirmo, e redigo o que sempre falo: moramos numa ditadura silenciosa. A imprensa brasileira tem o poder de transformar o cidadão em bandido e o bandido em herói. Tem o poder e a força de manipular a sociedade na maior leveza, afinal, eles conhecem bem a palavra leviano.

Nós podemos falar? - a Democracia assegura a liberdade de expressão - o sistema capitalista - imperialista é muito forte, nos controla, faz a sociedade de meros bonecos de uso. Triste mesmo é assistir novelas e achar que está feliz.

Afinal, moramos no país do carnaval.

adenildo lima

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Momento íntimo

Era madrugada, quando ela levantou da cama, me chamou, carinhosamente, falou ao meu ouvido que me amava e que queria me namorar por muitos anos. Tive medo, confesso. Eu tinha deitado com ela por algumas vezes, mas era apenas um simples momento de prazer, aquele prazer solitário. Mas quando ela falou que estava me amando, tive medo.

O amor não é tão simples assim, tudo bem que já tínhamos nos entregados de corpos, não imaginava que ela tinha entregue também a alma. Não podia ser verdade: estava querendo me namorar? não, não, isso não podia. Tudo bem que ela era bonita, simpática e, até se mostrava bem humana.

Ela mais uma vez me beijou, foi até a gaveta, abriu sua pasta vermelha. Fiquei com medo, o que ela ia tirar dali? meu corpo gelou, minhas pernas tremeram, tive vontade de avançar contra ela, mas não tive coragem. Ela me olhou, e com um olhar aconchegante disse: você está me fazendo encontrar o sentido da vida. Fiquei ainda mais com medo.

Como assim? - perguntei. Ela abriu a carteira, tirou todo o dinheiro, referente aos nossos dias de prazeres, e disse: toma, descobri que nunca fiz sexo com você por dinheiro.
Não aceitei. Ela queimou, dizendo que aquele dinheiro era maldito.
Nos beijamos, nos amamos. Em seguida acordei, antes que amanhecesse o dia.
adenildo lima


Amizade virtual

A cada dia que passa, descubro que fico mais careta, mas fora de moda; ainda acredito em coisas que, para muitos, é o fim do mundo!

Sim, eu ainda acredito em contato físico, ainda acredito numa amizade, onde duas pessoas se conversam olhando nos olhos, sim! eu ainda acredito no abraço de uma pessoa desejando felicidades, e dividindo as dores, os amores, as flores; os espinhos.

Conversando com uma pessoa desconhecida, essas que encontramos pelo acaso do tempo, ela dizia "o mundo virtual tá deixando as pessoas cada vez mais frias... imagina, amigos virtuais, eles muitas vezes deixam de conversarem pessoalmente para ficarem na net, e muitos deles, na maioria das vezes, moram na casa vizinha..."

Eu falei pouco, preferi ouvir, mas o pouco que falei, concordei com ele. É meio contraditório, as pessoas estão abandonando os parques, os lugares de lazer, para viverem aquela amizade fria. Não sentam mais nas calçadas... e o pior, ficam paralisados diante de uma tela assistindo novelas.

Eu mesmo, sinto saudades das velhas amizades, onde brincávamos abraçando a natureza e falando coisas que pareciam simples, mas que eram tão importantes. É claro que todos nós podemos e temos tempo para 10min de conversa, ou para um abraço.

Será que estou errado, ou realmente estou fora de moda?

adenildo lima

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A saudade

Hoje eu acordei e tive saudades das salas de aula, não como aluno, mas como professor. Não sei, acho que gosto mesmo de lecionar, ter o contato com uma galera de jovens e adolescentes, assim, quase, iguais a mim (rs).
Poder dividir o pouco que sabemos com as pessoas, isso é maravilhoso: é tão gratificante quanto a felicidade de uma criança ganhando os braços da mãe; é tão saboroso quanto o beijo de uma mulher apaixonada, o sabor tem mais sabor, o abraço é mais carinhoso; desculpem, leitor, mas o mundo precisa de mais carinho e amor.
Hoje lembrei que a saudade não é algo ruim.
adenildo lima

2009

Neste mundo, onde o dinheiro é a parte principal, para os hipócritas, você vale o que tem.

adenildo lima

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A escada

Lembro do sorriso da menina que subia a escada. Ela subia, toda feliz. Subiu um degrau, dois, três, quatro... ela queria chegar a algum lugar, eu percebia isso. Enquanto ela subia, seu sorriso estava diferenciado, seu olhar mostrava esperança, e ela subia, subia...

Subia...

adenildo lima

Ser amigo

Impossível viver sem amizade, o ser humano precisa de alguém para desabafar suas dores. Neste campo amigalístico, já cheguei a falar em melhor amigo. Neste momento, agora, não falo em melhor amigo, falo de pessoas que, de determinada maneira, do seu próprio jeito preenche algo em nós.
Em um e-mail, a uma amiga, cheguei a comentar que as minhas amizades são conquistas, sim, isso é verdade, uma amizade é uma conquista, sem dúvida. Mas os tempos passam, mudamos de lugar, as pessoas permanecem vivas dentro de nós, interage por e-mails, cartas, telefones... e novas amizades surgem.
Hoje, você está ao meu lado, ouvindo-me, e dividindo seus sentimentos comigo, é claro que eu falaria o mesmo que, em partes, você é muito especial, uma pessoa que as palavras no memento não diriam o que sinto.
Amizades são assim, talvez eu esteja falando de mim, ou, possivelmente, eu também esteja falando de um momento seu.
adenildo lima

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Contrastes

Estamos em pleno século XXI, se pararmos com atenção diante dos fatos, podemos ver o homem voltando a ser lobo, o animal selvagem.

O que diferencia o animal racional do irracional é RAZÃOXEMOÇÃO. O racional, seria para pensar e agir com a razão, mas em nossos tempos pós-modernos, dificilmente acontece isso, então é irracional, pois age com a emoção.

Mas o irracional é tão humano, veremos o cachorro, tem um carinho pelo dono, mas o dono muitas vezes bate nele, xinga, ele se afasta e em seguida volta pra abraçá-lo. Alguém tem histórias onde o ser humano perde perdão? difícil, né, encontrar?

É um contraste muito grande, nós, diante de nós mesmos.

adenildo lima

A amizade

Hoje, terminei de ler uma peça de teatro (ainda não publicada) do autor Dias Miranda, maranhense. Ele, que já é respeitado por algumas críticas, diante do livro Terra viva, que também já tive o prazer de ler.

A peça é construída com toques filosóficos, trata do tema amizade. A amizade, no enredo, é trabalhada de uma maneira simples, poética (já que ele também é poeta). Os personagens, são 3 apenas, mas nos envolve de uma maneira apaixonante, às vezes, eu cheguei a ficar meio perdido, diante da maneira que ele trata o tema, mas aos poucos, fui descobrindo a essência do texto. É um belo texto, digno de uma encenação, sem sombra de dúvida.

O tema amizade, é algo que me envolve muito, vejo a amizade como ponte principal diante de duas pessoas, não consigo imaginar um bom casamento, se não houver amizade, não consigo imaginar um casal de namorados, se o casal não for amigos. A amizade, vejo acima de tudo, é o amor posto sem medo, com respeito, com carinho, diálogo...

Um amigo/a tem uma importância enorme na vida de qualquer ser humano, muitas vezes não conseguimos falar de determinados assuntos pra ninguém, mas ao ficar diante de quem sentimos a liberdade da confiança de uma verdadeira amizade, abrimos o peito e entregamos o que de melhor temos: a alma.

Amizades existem, e só vocês podem preservá-las. Lembrem-se disso!

adenildo lima

Existem perguntas que precisam ser feitas

Existem perguntas que precisam ser feitas:

- Por que o homem, sendo imagem e semelhança de deus, está ali, jogado na calçada, sem família, sem moradia, sem amor humano?
- Por que as crianças, sendo a alma mais pura para se ganhar o reino de deus, segundo a bíblia, são jogadas nas ruas, como lixo em uma cidade mal governada?
- Por que a discriminação, se somos todos iguais: quem errou, o homem solto na terra, ou deus que o fez, segundo diz a mitologia religiosa?

Têm perguntas que precisam ser feitas.

adenildo lima

domingo, 11 de janeiro de 2009

Em que época estamos?

Vivemos na época Pós-moderna, assim alguns chamam, outros acham melhor dizer que estamos no mundo contemporâneo. Mas, na verdade, em que época vivemos?

Eu falo que moro na época das informações, são milhões e milhões de notícias invadindo nossos ouvidos, nosso olhar. A juventude, perdida, e controlada pelo forte sistema capitalista, vai às lojas para comprar suas maquiagens.

As maquiagens cobrem os rostos das meninas, que lindas e simpáticas, passeiam pelas calçadas esperando um sorriso, solitário talvez; talvez para enganar a sua solidão. A solidão é algo presente neste mundo da tecnologia, do mundo informatizado, vindo pelas carretas das propagandas das grandes empresas e, exibidas nas telas: cinema, TV, celular...

Diante de tantas informações, devíamos ter um mundo mais consciente. Mas todos nós sabemos que a maioria da sociedade tem apenas INFORMAÇÃO. E não é disso que precisamos, precisamos de educação para transformarmos isso em educação e valores culturais.

adenildo lima

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O nosso Brasil

O Brasil é uma ilha. Acho que alguém já falou isso. Essa frase parece ser clichê, mas como não estou escrevendo um texto para vestibular, posso escrever como eu quiser, a liberdade da escrita, nesse momento não me vem pela prisão das regras acadêmicas.

Sim, volto a dizer que o Brasil é uma ilha, uma ilha com quase 200 milhões de habitantes. Quem nasce no Brasil, se formos partir do ponto lógico (nem gosto de lógica rs), é brasileiro. Mas aqui é ao contrário. Os habitantes desta terra, pouquíssimos conhecem sua história, milhões e milhões são americanos, europeus... menos brasileiros.

Em qualquer conversa de intelecutais, ou, de pessoas comum... é possível perceber o desprezo pelo próprio país. Até as roupas são importadas, o idioma é inglês, francês; e quando alguém fala o português arcaico? Zeus!!! "está assassinando o português, que palavra é essa, é do norte?"

Quando isso acontece diante de mim, falo abertamente, e sem medo: é da puta da sua ignorância e estupidez de não conhecer o próprio idioma, e ainda, achar que é o todo poderoso. Vá pra merda!!!

É, o Brasil é uma ilha com quase 200 milhões de estrangeiros.

adenildo lima

Capitalismo

Pedro, enquanto caminhava em direção ao carro, com um colega, que claramente se declara capitalista. O seu colega olhou a calçada e viu o mesmo senhor, ali, deitado "Vida boa tem ele, não se preocupa com nada - falou o colega do Pedro. Diante disso, o que falamos do ser humano e do capitalismo?

adenildo lima

E o tempo, o que diz sobre isso?

Cidade pequena, localizada no interior do país. Lá nasceu Vinícius. A vida do interior, muitas vezes, se torna precária diante das dificuldades. Depois de uma vida, ele resolve deixar sua terra natal e partir. Na verdade, ele não deixou por querer, a própria situação o obrigou a isso. Mas quem parte sempre deixa alguém amado, afinal a vida é isso: batalhas e conquistadas, beijos e separação.

Vinícius não amava por uma noite e duas moedas. Amava por vários dias de luta até chegar à conquista. Ainda hoje, ele lembra do primeiro beijo, sentindo os lábios dela encostando nos deles, e todo o corpo deixando de existir no mundo terreno. Foram muitos caminhos, muitas horas para chegar a um ao beijo, que ele sente o seu sabor até hoje.

Vinícius numa breve manhã, enquanto o sol brilhava, vai à casa dela: abraçam-se, beijam-se, choram. Vinícius ganha o mundo, um mundo diferente. Mas o amor resiste à barreiras, à tempestades; mas até que ponto?

Cartas vêm, cartas vão. A bela menina fica noiva. Mas Vinícius sabia que o amor vai até ao momento em que não invade a vida do outro. Passam dias, passam anos... uma esquina que abraçava duas ruas, ao mesmo tempo, os dois se encontram, naquela cidade pequena, romântica... a paixão invade os desejos do jovem garoto (eles sempre foram amigos, grandes amigos). Ele tenta beijá-la.

"Vinícius, você sabe que eu não resistiria, você acha justo? estou noiva, prestes à casar; por favor." - Vinícius abraça a sua amiga e lhe deseja muitas felicidades em seu casamento. Ela sorri.

Uma chuva caía, a noite também. Os dois se abraçaram, a breve chuva molhava seus corpos. Ali, o amor ficou comprovado que realmente existia entre eles. E são amigos, mesmo tão longe e distantes, até mesmo das comunicações. A madrugada some no olhar da jovem garota. Já Vinícius, vai carregando o peso do amor.

E o tempo, o que diz sobre isso?

adenildo lima

domingo, 4 de janeiro de 2009

Um monstro do bem

Amanhã, o menino adormecido, volta à luta: a bela vida esquecida das correrias da cidade grande, dar um stop. É duro, mas faz parte. Chácara, paisagens, brejas, brincadeiras... amanhã, a cidade engole o silêncio desta criança, e um monstro precisa se fazer presente para encarar tantos monstros.

adenildo lima