sábado, 20 de dezembro de 2008

Caminhos de espinhos

O poeta. O que é um poeta?

Tentar definir um poeta seria o mais ridículo de alguém que escreve ou fala. Ele não tem definição, é um ser feliz, triste, alegre, contente, descontente, solitário, junto demais... caminha numa estrada com muitos espinhos, flores, amores e dores... não é de Deus nem do Diabo, tem horas que é dos dois, mas não é de ninguém.

Tem uma visão aguçada capaz de enxergar tudo em sua altitude, enquanto muitos veem lá... escondidamente. O poeta é o próprio Deus, é o próprio Diabo... afinal, ele caminha entre o bem e o mal, entre o mal e o bem, mas não pertence a nenhum deles. Não tem partido, não tem religião, não usa marca colada em seu corpo, tem apenas amor.

Um poeta ama mesmo, e ama!!! acho que ninguém ama mais do que um poeta. Ele transforma a merda em ouro e consegue provar que as fezes de um cachorro têm mais importância do que o discurso de uma gravatinha engomada. Não estou sendo contra aos engravatados, mas têm muitas pessoas que deixam de ser eles mesmos para ser a sua gravata, a sua roupa, o seu sapato, o seu ESTATOS.

Mas também existem poetas agarrados em propagandas e se propagam para desfrutar dos seus poemas para seus Status. Ridículo!!! - perdão, mas isso não é poeta, é um mero produto do sistema, assim como Pedro Bial fala que é poeta, com seu belo rosto nos progamas de Big Irmãos... (rs).

A poesia é a alma de uma mãe. De uma criança que ainda nem conhece a maldade do adulto. só sei que o poeta caminha pisando espinhos e colhendo flores.

adenildo lima


Um comentário:

Rosana disse...

Basta apenas que o poeta ame!!! Incondicionalmente ... Já é o suficiente!