domingo, 23 de novembro de 2008

Minha linda paixão

Começo escrever este texto sem saber o que vou falar. É madruga, e estou meio cansado, eu acho. Durante ao dia, fui ao centro comprar livros, comprei um monte. Encontrei um livro da autora que eu tanto amo. Ah, descobri, vou falar de paixão, já que estou apaixonado por Ela.

O nome dela é Cora Coralina, sinto que a cada dia que a conheço (através de seus poemas) fico mais apaixonado. Ela é simples, e a simplicidade me encanta. Escreve livremente, fala das coisas simples da vida, do cotidiano. Publicou seu primeiro livro aos 75 anos de idade. Ela nasceu na cidade de Goiás em 20 de agosto de 1889. A parte do falecimento, eu gostaria de não comentar, mas Ela deixou de andar por esta terra, como matéria, em 1985.

Mas um poeta não morre, impossível isso acontecer "Sou raiz, e vou caminhando/ sobre as minhas raízes tribais." - com estes dois versos Ela retrata que continuaria viva. As palavras dela, são palavras que qualquer homem fica feliz ao ouvir. Cada palavra é verdadeira, é alma, é simples, é transparente; estou apaixonado mais e mais por Ela.

"Dizia o meu avô: / Quando as coisas ficam ruins, / é sinal de que o bom está perto." - Ela mostra afinidade com as coisas ruins e nos mostra que nada é para fazer baixarmos a cabeça. E em outro poema Ela acrescenta "Aqueles que acreditam / caminham para a frente" - Caminhar para a frente é não ter medo de si mesmo, e é isso que ela nos passa.

Estes trechos de poemas retirei do livro VINTÉM DE COBRE, meias confissões de aninha, pela Editora UFG.

Eu creio

Creio nos valores humanos
e sou a mulher terra.

Creio em Garça e na sua gente.
Creio na força do trabalho
como elos e trança do progresso.

Acredito numa energia imanente
que virá um dia ligar a família humana
numa corrente de fraternidade universal.

Creio na salvação dos abandonados
e na regeneração dos encarcerados,
pela exaltação e dignidade do trabalho.

Acredito nos jovens à procura de caminhos novos
abrindo espaços na vida.

Creio na superação das incertezas
deste fim de século. - CORA COLARINA

Diante das palavras dela, me sinto tão feliz, e aprendo tanto.

Por Adenildo Lima

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