sábado, 8 de novembro de 2008

Em cada olhar

São milhões de olhares perdidos por aí, caminhando sem saber pra onde. Ruas movimentadas, transportes públicos lotados, trânsito infernal. Eu sou um neste meio de tantos, mas não quero ser apenas mais um.

Todo contexto é interpretado conforme o seu conhecimento. Eu procuro interpretar com um olhar de uma nação, não posso ficar feliz, esperando apenas que o mundo esteja bom pra mim. Ser individualista só é importante enquanto se começa pensar, mas em seguida o pensamento precisa ser compartilhado.

Digo e repito várias vezes que não gosto de intelectuais. Sim, realmente não gosto, tenho pavor a este povo que se diz intelectual. Eles são pessoas mesquinhas, com um pensamento de superioridade, com estato burguês, herança de um pensamento existente desde muitos anos.

O conhecimento serve para fazer com que a sociedade desfrute dele em conjunto, que ajude a ter uma nação com objetivos sociais-humanos. Mas alguém conhece os intelectuais de hoje? (...)

Tenho grande orgulho de Darcy Ribeiro, Milton Santos - mas eles eram do povo nunca levantaram títulos acadêmicos como caminho a ser seguido; pelo menos até onde conheço.

São milhões de olhares perdidos: alguns até se encontram na subida de uma escada rolante dentro de uma estação de metrô; outros, apenas passam com o vento. Hoje, estou conformado que não posso mudar o mundo. Quem pode fazer isso? O mundo é muito grande, é infinito. Precisamos mudar o mundo que podemos alcançar com as almas, com o pensamento, com o olhar infinito do amor; tenho certeza: muitos mundos mudarão.

Que o seu abraço, amigo, não venha com a intenção de um pensamento inimigo. Vamos nos abraçar; no caminho, um sempre precisa do outro, podem ter certeza.

Por Adenildo Lima

Um comentário:

Rosana disse...

Todos precisamos uns dos outros ... todos! Quando tivermos consciência disso, aprenderemos que ninguém vive só ... que precisamos uns dos outros! Diria que as pessoas estão tão preocupadas com os seus próprios sentimentos que se esquecem de compartilhar e de se doar! Quem dera as pessoas percebessem que não é por acaso que estamos aqui, quem dera as pessoas percebessem que nada é por acaso ... quem dera as pessoas percebessem em cada olhar o grito de alguém pedindo socorro, quem dera fossemos aceitos pelo que somos! Quem dera podermos gritar ao mundo: paciência, compreensão, sinceridade e lealdade! Quem dera!!! Ao invés disso vejo as pessoas se preocupando com si próprio ... usando as outras para se prevalecer, usando as outras para se fazer importante, para se fazer insubstituível e melhor que qualquer outra pessoa! E até vejo outras pessoas caindo nas armadilhas do destino ... se deixando levar por essas mesmas pessoas, sem se questionar se pode ou não existir algumas verdade em tudo! Culpam Deus por tudo, mas ninguém em seu íntimo procura saber porque das dores, porque das injustiças e porque dos porques!