sábado, 29 de novembro de 2008

Dentro de mim

Dentro de mim, existe vários livros para serem escritos. Um deles é Caminhos de um poeta. Alguns irão chamá-lo de autobiográfico; outros dirão que é a minha história. E eu direi apenas que não é simplesmente um livro. Talvez ele seja escrito daqui a 30 anos, daqui a muitos anos. Não sei, mas carrego esse livro dentro de mim, se construindo a cada dia que se passa, se fazendo história... vai ser um enredo lindo, uma narrativa de vida, talvez seja Vinícius, o personagem principal; não sei, talvez seja apenas um garoto brasileiro.

Dentro de mim, tem centenas e centenas de livros para serem escritos, eu sei disso. Agora em 2009 eu e o poeta Márcio Ahimsa estamos com um projeto bem antigo: lançar um livro juntos. Estamos tendo apoio de pessoas muito importantes; pessoas humanas - dois professores maravilhosos, eles que tanto conhecem deste mundo de poesia, aceitaram nosso humilde pedido, isso é mais do que uma honra para nós.

Carrego dentro de mim, tantos poemas esperando apenas para serem escritos, tantos poemas! às vezes eu trabalho alguns poemas em sala de aula, escritos por mim. Essa semana mesmo, trabalhei um, não coloquei o nome do autor, só no final fiz isso. Os alunos discutiram, debateram sobre o assunto, até disseram que o autor daquele poema era um louco, quando ficou sabendo que o autor era eu, pediu desculpa. Por que desculpa? - eu perguntei. A loucura é o que faz mudar o mundo - falei, e em seguida brincamos. rs - em seguida pedi pra eles escreverem alguma coisa. O intervalo tocou, vários alunos agradeceram a aula, e saíram felizes.

Dentro de mim, carrego o sonho de uma criança, a esperança de uma mãe diante do seu filho. Quando eu escrever o meu livro (não sei quando), mas o Brasil nesta época já conhecerá o poeta Adenildo Lima. Essa semana ao imprimir 300 páginas com mais de 500 poemas meus, para registrar, fiquei espantado e perguntei: pra que poesia? é, já escrevi um monte...rs... escrever para mim, é vomitar o que eu não consigo engolir, é mostrar um pensamento meu, diante de tantos obstáculos da vida.

O meu livro, Caminhos de um poeta, o personagem vem do nada, praticamente do nada, mas a sua história vai ganhando vida em cima do sangue caído pelos pés calcados na longa caminhada, mas se alguém pensar que tem um poeta sem ser sofrido, está enganado. Pessoa, Camões, o próprio Drummond, Cora Coralina, Patativa do Assaré... Sim, têm alguns que tiveram uma vida de burguês, mas para escrever é preciso ter sofrimento. Retratar a vida na arte, precisa por alma nela, e quem não sofreu nesta vida, não tem em si o retrato da arte. A arte tem a face que você tem, que você consegue enxergar.

Mas quem sabe um dia você me encontra por aí e me dará bom dia, e eu te abraço, e conversamos um montão de coisas. Na vida, nunca quero ser professor, quero ser apenas um rapaz que entra em sala de aula e divide o pouco que sabe com aquelas pessoas que estão ali , que tanto têm para nos ensinar, e dividindo se aprende mais. Não quero ser nunca o professor tradicional, quero poder sentar à mesa com alunos e tomar um cerveja, um suco, um guaraná, brincar e poder ver no olhar de cada um que nenhum deles me veem como superior, e sim, como um amigo, como alguém que tanto estuda para dividir com eles.

(Na vida, só precisamos aprender a respeitar, depois disso, tudo caminha bem)

Não, nunca quero ser o poeta da elite, dos estudiosos... nunca! quero ser o poeta do povo, quero ouvir um dia alguém dizer: este cara é o poeta do povo, escreve para o povo. Tenho medo de intelectuais, eles colocam um diploma na cara e escondem os olhos. Sem o seu olhar não posso te abraçar, amigo.

Sim, um dia eu escrevo o nosso livro: terá a minha história, a sua, você será personagem principal em cada página... Hoje mesmo, acabo de escrever um pouco de nós.

adenildo lima

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