quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um sonho de criança

A noite adormece, as luzes se apagam, as crianças dormem, os senhores e senhoras contam histórias (nas cidades pequenas), as mulheres passeiam nas ruas movimentadas; uma criança sonha na imagem de um poeta, na imagem de um artista do povo, mas a noite adormece e as crianças acordam.

Os cachorros passeiam sem donos, os bares cantam músicas para despertar a solidão de tantos solitários buscando uma tal felicidade. Muitos caem na balada, nas trash e se divertem como podem. Muitos tentam buscar a felicidade na ilusão de um beijo na boca dos desconhecidos; as meninas se divertem, os meninos se apropriam, mas um vazio continua naquela alma ferida e os beijos não serviram como remédio para curar aquela dor.

A menina, com a sual alma sensível, olha o nascer do sol diante da noite que some na ilusão daquele som dançante; diante dos seus olhos sobram apenas fleshes. Uma lágrima tenta cair dos seus olhos, mas aquela criança sonha na imagem de uma mulher feliz, de ter um namorado, um alguém que beije o seu corpo e se cubra com seus cabelos. Mas a noite adormece e as crianças sonham na imagem de um poeta, na imagem de um artista do povo.

O sol nasce e um calor ardente adentra a solidão ao voltar para casa. Chega em casa, deita, dorme cansadamente e sonha; Um sonho de criança. As meninas caminham pela rua dos seus desejos, e essas meninas já tem mais de 20 anos; outras, mais de trinta; outras, menos de 20. O vazio não tem idade... e as crianças continuam sonhando; Um sonho de criança.

Por Adenildo Lima

2 comentários:

marcela disse...

Todos temos sonhos. O mais difícil é concretizá-los. Mas só de sonhos também não vivemos!

Márcio Ahimsa disse...

O vazio não tem idade, o sonho não tem idade, a esperança não tem idade... por isso vou continuar sonhando um sonho de criança. Muito bom.