sábado, 20 de setembro de 2008

A prostituta X Capitalista

Karl Marx fala que o capitalista é igual a uma prostituta. Eu acrescento: uma prostituta sem alma. Não estou aqui para fazer a defesa da mulher que tem como profissão o uso do seu corpo, e muito menos, para dizer que o capitalista é um ser humano querendo apenas ser feliz. Na verdade não estou para falar nada, estou apenas para mostrar o meu ponto de vista diante da visão capitalista.

Primeiro, quero dizer que, moramos numa sociedade inteiramente individualista, e o individualismo é o reflexo vivo da luta por um determinado dinheiro. Dinheiro, o qual, mata pai, mãe; família. Quando alguém perde a única coisa importante que o humano deve preservar: a essência humana. Altomaticamente passa a ser uma máquina, uma máquina controlada pelo sistema, uma máquina sem voz, sem ideais; uma máquina apenas.

A prostituta embeleza o seu corpo, gasta fortuna para deixá-lo mais bonito, afinal, ele é a sua empresa, onde ela ganha seu dinheiro para sobreviver, viver talvez. Mas, muitas delas, quando deitam em suas camas, choram; ao contrário do capitalista que não dorme pensando em ganhar mais dinheiro.

O dinheiro podia ser algo muito bom. Hoje, conversando com uma professora aposentada, ela me falava: se o dinheiro fosse social seria uma maravilha, mas ele é selvagem, nas mãos de selvagens que se dizem humanos - Ela falou mais ou menos isso, na essência do tema foi isso. E eu concordei com ela.

Não critico o homem que trabalha, que busca até mesmo, comprar uma roupa melhor, uma casa... o que eu não concordo é com este modismo, com esta desvalorização, até mesmo do próprio corpo, do caráter, nem se fala. Uma roupa não deve nunca ser o cartão postal de alguém, quando passa a ser, temos meros produtos de vitrines caminhando pelas ruas de uma cidade. E você, é o quê: um ser humano ou um produto caminhando à venda por aí? À venda de que mesmo?

Por Adenildo Lima

2 comentários:

Marcela disse...

Faço minhas as suas palavras! Uma boa semana a você!

Rosana disse...

Nos sentimos indignados com tudo ... até por julgarmos o certo errado e o errado certo... mas não somos obrigados a aceitar e a concordar com o que é legalizado e nem com o que é proibido! Cabe a cada um aceitar o que é melhor para si mesmo!