segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O fio e a navalha

Uma ponte sempre nos leva de um lado para o outro, fazendo com que possamos atravessar o abismo, um rio; limpo ou poluído. A ponte, na verdade, é uma metáfora, nunca existiu.

Caminhamos sempre num meio-fio, quer seja atravessando a ponte, quer seja dentro de um carro ou até mesmo num avião. A ponte, na verdade, é uma metáfora, nunca existiu.

Quando saio para passear, sempre deixo o meu olhar vendo além do que eu possa enxergar: olho o sorriso da menina que passa, do senhor que chora, da criança que fica nos braços de uma mãe para fazer com que ela ganhe um real. Mas na verdade, tudo isso, nunca existiu, são apenas metáforas.

A navalha que corta a carne crua para depois ser posta na churrasqueira, é a mesma que corta o sorriso da menina que ria felizmente, assim como o meio-fio de uma rua, que a margem, deixa muita gente à margem. Mas tudo isso também, nunca existiu, acho que são meus olhos que estão vendo demais!

E, muitas vezes, acreditar na realidade é descrer dos sonhos de muitas pessoas que estão ao seu lado. Eu gosto de enxergar e tentar desvendar as metáforas!!!

Por Adenildo Lima

Um comentário:

.ß®µnØ. Santana disse...

Primão...adoraria comentar sobre o "O fio e a navalha", mas o tempo é crucial até pra isso...preciso de um dia com 36 horas urgentemente!

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