domingo, 31 de agosto de 2008

As madrugadas

Gosto das madrugadas, gosto do silêncio dela adentrando minha alma; acho que sou apaixonado pelas madrugadas. Elas são sombrias, às veze; calmas, outras vezes. Amo as madrugadas. Agora mesmo, neste frio, lembrei de você. Você lembra, nossas madrugadas abraçados? Não lembra? tudo bem, então. Eu ainda lembro. Mas não desejo que elas voltem. Caminhar sempre pra frente. Ah, lembro também dos abraços escondidos, nas noites de escolas, quando estudava, hoje, vejo os alunos fazendo isso e penso: aproveitem! Se existe uma outra vida, ninguém nunca voltou para contar. Aproveitem, mas com responsa, beleza? Ah, lembrei também das minhas paixões de adolescente: não dormia a madrugada toda; era duro! mas era bom, eu sonhava, flutuava na imaginação. A paixão é uma coisa louca, né? Às vezes fico pensando nas coisas acontecidas no decorrer da minha vida; sinto saudades, aí, procuro viver mais e mais. A vida é isso: é viver ao máximo que puder, é respeitar, antes de qualquer hipótese, é exigir respeito... Eu amo o ser humano, mas prefiro as crianças, elas mostram que os adultos já não são mais humanos. Ah, sinto saudades também de coisas que agora não lembro.

Por Adenildo Lima

Um comentário:

Marcela disse...

Eu especialmente não gosto muito das madrugadas. Ela me traz tristeza e uma certa agonia. É um vazio inexplicável para mim. É uma solidão doída demais. Quem sabe um dia isso mude! Mas, por agora, prefiro não falar sobre este fenômeno que me enche de melancolia.