domingo, 27 de julho de 2008

Meu nascimento

Nasci num domingo, às 6h da manhã, numa pequena cidade chamada Colônia Leopoldina, localizada no Estado de Alagoas. Muitos perguntam quem eu sou. Respondo que sou cada segundo vivido, vivido com amor.

Da pequena cidade carrego o carinho das pessoas, mas antes morei num sítio até aos 14 anos de idade. Do sítio, carrego o nascer do sol, a minha alma de índio, de negro, de branco europeu. Se tenho cor? Não, não tenho. Tenho alma e a minha alma é transparente. Se tenho religião? Também não. Tenho amor.

Mas descubro que todos os dias sou uma nova pessoa ou, se preferirem, uma pessoa renovada. Não carrego a ciência de um catedrático, mas gostaria que eles carregassem a alma de um brasileiro. O Brasil precisa ter uma nação brasileira, vamos deixar de olhar as pessoas como afro, como nordestinos, como paulistas, cariocas, gaúchos, mineiros... vamos ter o orgulho de olhar as pessoas e conhecê-la por sua cultura. Tem país mais rico do que o nosso? linguisticamente falando. (...)

Não sou de pedra, não sou de aço, não sou de metal...

Não tenho olhos verdes, não tenho cabelos lisos...

Tenho apenas olhos e apenas cabelos...

E, por detrás de dois olhos brilhantes e vivos, sempre tem uma lágrima para expressar alguma coisa.

E, por debaixo de cabelos, sempre tem um cérebro pensante.

Por Adenildo Lima

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito sentimento realismo e dedicação neste texto que vislumbra e despe o ser humano em sua integridade, honra e moral. Deveriamos enxergar a todos de uma forma única, global e como irmãos que somos, com cultura educação e toda uma carga de ensinamentos, vivência e realidade.

Rosana disse...

Seria bom que todos nós pudessemos renascer a cada dia ... e sentir o que o amor pode realizar através de nossas experiências de vida, de luta, de bravura, de coragem e de otimismo. Muitos poderiam olhar as diferenças sem preconceitos e sem pouco caso ... dessa forma, já estaríamos caminhando para um mundo bem melhor!