terça-feira, 29 de julho de 2008

Venta

Alguém já olhou um palmo além da venta? Oh, senão, inventa! Aos oitenta, o homem volta a ser criança, aí, pode ter mais esperança. Quem já sentiu o cheiro dos sovacos? Oh, senão, não sabe o verdadeiro cheiro do seu corpo; é preciso se conhecer. Aos setenta o homem nasce; aos oitenta, começa a inventar; aos noventa, olha além da venta. Agora se tiver medo de tudo o que venta, o vento pode ser contra aos seus sonhos de jovem aos noventa. Venta?!

Por Adenildo Lima

Pobre é o diabo!

"Pobre é o diabo" - a minha mãe fala. É mãe, no país em que moramos não somos pobres, somos miseráveis. Escola? - estão todas pichadas com a boa vontade dos políticos. Saúde? - O Brasil é um belo castelo com a África habitando dentro, os ricos só entram pra desfrutar. As leis? - São tantos códigos que é impossível saber seus significados! (...) Somos lesados ou lesos? É mãe, pobre é o diabo, ricos são os dirigentes dessas tantas religiões, políticas, empresas... Pobre mesmo é quem não consegue amar.

Por Adenildo Lima

Vinícius

-Vinícius, preciso sair por um tempo, viajar, passear por aí no mundo da imaginação.
- Por qual motivo, Pedro?
- Não sei. Sei que preciso sair. Esta vida é uma viagem, um passo torto caminhando no escuro, preciso sair.
- Tudo bem, boa viagem então.
- Brigado!

Pedro lança seus olhos no caminho e sai sem destino, em cada esquina encontra um olhar perdido de muitas pessoas caminhando sem saber pra onde. Cansado, de tanto procurar entender as coisas loucas da vida, resolveu encará-la cara - a - cara. Nos seus passos livres e sem preocupação, encontra alguns amigos, conhece outros, e vai.

Vinícius não consegue entender a loucura de seu irmão gêmeo, tão diferente e tão igual. Pedro encontra a ferida na bandeira do seu país, tenta concertar, não consegue, mas faz sua parte. Vinícius ganha as palavras e segue por aí. Pedro parte, ele disse que quer partir.

Vinícius descobre que precisa falar, e fala. Descobre que precisa gritar, e grita. Pedro está viajando. Uma pedra cai no pé do Vinícius, uma lágrima cai, o seu grito é mais forte, na dor o homem abre mais a garganta, e grita.

Por Adenildo Lima


José!

José, homem forte. O teu olhar, pura lição. o teu beijo, José, puro amor. Sinto tanta falta do teu carinho, do teu abraço, tuas palavras me aconselhando e dividindo os nossos conhecimentos: tão simples e tão humanas. José, por que o vento te levou? É tão difícil olhar as paredes e elas não ter mais rosto. (ao meu pai).

Por Adenildo Lima

Ao meu lado

Com você, não me sinto tão sozinho, sinto-me leve livre e solto. Você me faz bem, acredite. Mesmo quando estamos bravos, descubro que gosto mais de você; desculpa, eu só queria estar ali.
Lembra quando eu me fechei no quarto? estava te procurando, mas você não entendeu, até me fez chorar. E eu chorei. Outro dia saí rua afora, nem lembro a hora... Outro dia, te fiz um poema, acho que você não entendeu... As palavras estavam complexas demais.
Mas o que mais me fez sofrer foi ouvir de você que eu nunca existi, que eu era apenas um personagem. Senti as pétalas caindo, as rosas desabrochando, os espinhos furando meus sonhos, aí, eu não chorei: amei.
Talvez você não acredite, mas quando eu te chamei de vários nomes, não estava te traindo, estava apenas procurando te conhecer, mas eu sempre soube como se chamas, Vida.
Por Adenildo Lima

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Não queira...

Não queira sentir a pele molhada, não queira sentir os lábios molhados, não queira sentir o corpo nu... una o seu corpo no corpo da pessoa amada e sinta-se apenas um.
Por Adenildo Lima

domingo, 27 de julho de 2008

Meu nascimento

Nasci num domingo, às 6h da manhã, numa pequena cidade chamada Colônia Leopoldina, localizada no Estado de Alagoas. Muitos perguntam quem eu sou. Respondo que sou cada segundo vivido, vivido com amor.

Da pequena cidade carrego o carinho das pessoas, mas antes morei num sítio até aos 14 anos de idade. Do sítio, carrego o nascer do sol, a minha alma de índio, de negro, de branco europeu. Se tenho cor? Não, não tenho. Tenho alma e a minha alma é transparente. Se tenho religião? Também não. Tenho amor.

Mas descubro que todos os dias sou uma nova pessoa ou, se preferirem, uma pessoa renovada. Não carrego a ciência de um catedrático, mas gostaria que eles carregassem a alma de um brasileiro. O Brasil precisa ter uma nação brasileira, vamos deixar de olhar as pessoas como afro, como nordestinos, como paulistas, cariocas, gaúchos, mineiros... vamos ter o orgulho de olhar as pessoas e conhecê-la por sua cultura. Tem país mais rico do que o nosso? linguisticamente falando. (...)

Não sou de pedra, não sou de aço, não sou de metal...

Não tenho olhos verdes, não tenho cabelos lisos...

Tenho apenas olhos e apenas cabelos...

E, por detrás de dois olhos brilhantes e vivos, sempre tem uma lágrima para expressar alguma coisa.

E, por debaixo de cabelos, sempre tem um cérebro pensante.

Por Adenildo Lima

Política

Estamos em ano de política, temos vários políticos querendo ganhar novamente, a sociedade precisa saber valorizar seus ideais; se não temos bons políticos no Brasil, precisamos fazer nossos questionamentos.

O pobre, principalmente, precisa deixar essa de venerar a ELITE, essa turma miserável que faz tudo para destruir a classe menos favorecida - perdão pelo linguajar, mas é burrice demais votar num Kassab, num Maluf, num Serra.... saibam: Serra apóia Kassab, então são iguais, Kassab foi secretário de planejamento na administração do ex-prefeito e afilhado político de Paulo Maluf, Celso Pitta, então Kassab e Maluf são iguais : todos são do mesmo rumo, né?

É, precisamos pensar um pouco.

Por Adenildo Lima

sábado, 26 de julho de 2008

Não sou tão velho assim...

Adulto, não me chame de adulto. Dentro de mim - há uma criança. Não sou mulher, mas estou sempre grávido; grávido do amor. Os adultos são pessoas ruins e destroem o mundo, gostam de guerra; eu não gosto de guerra, e muito menos, consigo entendê-la.

Não consigo entender o ódio carregado no olhar das pessoas mais velhas, eu não sou tão velho assim, para não poder olhar com os olhos de uma criança. Não sou individualista, mas procuro não ser igual a todos. Se numa multidão de um milhão você levantar a voz, deixa de ser apenas mais um naquela multidão e passa a ser a pessoa que mostrou seus ideais.

Um/a leitor/a do meu blog pergunta quem é Pedro. E eu sei lá quem é Pedro! Só sei que ele ama muito e, se acham que ele parece comigo, tudo bem, fico feliz. Triste é olhar no espelho e não conseguir enxergar a sua própria face. Que bom seria se todos nós se identificassem com todos aqueles que amam.

Mas lembre-se, você não é capaz de amar se não se amar. Só damos o que temos, tirar dos outros é roubo. Mas não me chame de adulto, eu não sou tão velho assim pra não ter mais o olhar de uma criança.
Por Adenildo Lima

Duas histórias

− Bom dia, João Vitor.
− Bom dia, Karla.
− O que você tanto faz diante desse computador? – Karla perguntou com um tom misterioso. E saiu lentamente para a cozinha. João Vitor nada respondeu e continuou escrevendo a sua história fictícia. História que ele tanto sonhou um dia terminar, transformar num livro e se tornar um escritor, não famoso, mas um artista lido por alguém.

Na história ele tratava de um romance entrelaçado de dois jovens: o rapaz era rico, a moça era simples. Os dois estavam no auge da vida, com seus 20 anos de idade, aproximadamente. Rapaz culto, tinha uma fidúcia bem sofisticada, lia os grandes pensadores da história e carregava em si um pensamento inteiramente aristotélico.

A garota não era tão culta assim e odiava tudo que seguia regras. Gostava mesmo de sonhar com uma liberdade que ela mesma pudesse construir. Pintava seus quadros, com o seu conhecimento auto-didático. Nos finais de semana ia à feira cultural, lá na cidade onde ela morava, e expunha suas obras para o público. As pessoas apreciavam muito.

− Tchau, João Vitor. E bom final de semana.
− Tchau Karla, obrigado.

O dia estava indo, a noite estava se aproximando, o sol estava se escondendo, deixando com que, o dia e a noite se abraçassem. Karla seguia para sua casa, e ia caminhando toda sorridente, pra ela não tinha tempo ruim. João Vitor, já cansado de tanto escrever, empurrava o teclado do computador e ia lá pra área de sua casa. Ali, ele ficava tentando entender os mistérios da vida e, lia e relia os rascunhos dos seus escritos.

“− Não! Não! Não posso aceitar, tem alguma coisa errada, como posso estar apaixonado por uma moça pobre, uma diarista, eu sendo tão rico? Garoto nobre não aceitava e não conseguia entender aquela paixão. Tentava conversar com ela, mas ela tinha uma desenvoltura impressionante no linguajar, sabia usar as palavras como ninguém. Ele não aceitava aquilo, se sentia inferior diante dela e ficava se perguntando como ela podia ser tão inteligente assim se não tinha concluído nem o Ensino Médio?”

João Vitor lia seus escritos, às vezes gostava, já outras vezes rasgava alguma parte do texto. Depois reescrevia e entrava na historia loucamente. Amava criar aquelas personagens cheias de conflitos, amores, dores... Se sentia um criador, e era!

Ele tinha uma vida cheia de mordomia, fazia Direito em uma das maiores universidades do seu país, todo ano trocava de carro, tinha a mulher que ele bem “quisesse”, mas o que ele queria mesmo era terminar o seu texto, queria ser um escritor, finalizar aquela história de amor daqueles dois jovens e, como de costume, pegava os escritos e, lia, e relia, e apagava, e refazia...

“... Sei que sou uma simples garota, mas qual importância tem toda essa sua riqueza se os seus olhos demonstram infelicidade? A vida, é uma bela ilusão, a realidade imita a ficção, mas a ficção é bem mais real, quando paramos pra pensar, até mesmo quando pensamos na pessoa amada, às vezes é bem melhor do que estar junto a ela. Na fantasia você cria, na vida real a história é outra”.

A madrugada chegava e João Vitor deitava pensando nas palavras daquela personagem.

Por Adenildo Lima

domingo, 20 de julho de 2008

Os lírios do campo

Muitas vezes, no sábado, Pedro se sente cansado. Neste final de semana ele foi a um sítio junto com amigos. Lugar bonito, calmo, com uma paz além do silêncio barulhento da correria da cidade agitada. É, no centro de uma grande cidade a humanidade corre tanto para não perder tempo e um segundo apenas não tem para um abraço amigo, um olhar de criança, um sorriso...

Pedro ficou feliz com tudo o que aconteceu neste final de semana. Ele conheceu duas pessoas interessantes. Conseguiu conversar bastante com elas. Era um casal de amigos: a moça bonita, com uns cabelos pretos caindo sobre os ombros e deixando um rosto bem simbólico diante dos olhos do menino Pedro.

Uma fogueira ilustra um cenário romântico, humano; a claridade da lua transmite um ar suave misturado com um frio caloroso. As pessoas bebem, brincam, contam histórias - Pedro apenas ama. Pedro é louco mesmo, ama tudo na vida. Ama até um sorriso escondido por detrás de um olhar.

A jovem garota demonstrava ter seus vinte e poucos anos de idade. E, ao falar, declarava uma biografia profissional de estatus na nossa sociedade, mas ela não é a sua profissão, é humana - assim suas palavras falavam por ela. Pedro a admirava.

O seu amigo, deixava a transparência do seu ser no sorriso duvidoso que vivemos, desse contraste social. E declarava com algumas palavras a dor doída que é a vida.

A fogueira continua queimando, ali, o fogo não é apenas o fogo, é bem mais, é a representação viva de assuntos debatidos com apenas um objetivo: a igualdade! A água na piscina permanece lá silenciosa e fria. O som no salão de festa também continua lá, mas Pedro só quer uma festa na vida: poder viver as pequenas coisas e, ali, diante da fogueira ele estava vivendo.

A madrugada chega com seu carinho e as pessoas se abraçam a ela e dormem. Pedro quer conversar mais - e conversa. Depois deita, faz um poema, fica lendo um texto e dorme. O domingo chega. Domingo não é um dia muito agradável, pois em seguida vem a segunda e na segunda as pessoas trabalham, e correm, e se transformam em máquinas, e sofrem, e choram - bom quando choram - na lágrima, o ser humano mostra o seu lado racional.

Mas Pedro tem que partir, já é tarde à tarde e tudo entardece. Em um papel ele entrega para aquela jovem garota seu contato. Ela olha, pega e guarda. Aquele papel pode ser bem mais do que apenas um simples papel com letras. Pedro acredita que quando conhecemos alguém importante não podemos deixar o vento levar como bolhas de sabão.

O passeio termina, há abraços de despedidas, há olhares de alegria... Mas a vida continua e a vida é o que vivemos.
Pedro agora se sente mais um rapaz caminhando na multidão:
duas mãos se abraçam, dois olhos se amam e a vida continua
em cada esquina dos olhares.

Por Adenildo Lima

sábado, 19 de julho de 2008

O charme do poema

Quem já parou para observar a beleza que é o corpo feminino: com aquela pele suave, com um gosto salgado endocicado? - sem dúvida é a obra de arte mais perfeita que a natureza criou.

Os seios são sensuais e dão charme ao poema - o corpo feminino é um lindo poema. Beijar os lábios molhados da menina perdida na esquina da vida, encontrada nos cantos do amor, é divino, não falo da menina da esquina da rua, mas daquela que espera com amor o beijo apaixonante apaixonado.

E quando a mulher anda com seu rebolar rebolando deixa os olhos masculino excitados. O seu andar transmite desejos com seus passos sensuais - e dão charme ao poema.

Como eu sinto o desejo de a cada dia mais poder caminhar nos mistérios do Labirinto do corpo feminino.

Por Adenildo Lima

Badosá!

Vamos badosá, bagunçar não. Hoje é sábado, vamos tomar umas brejas, rever amigos, sair rua afora sem se preocupar com hora: Vamos badosá!

Estou com a alma ardente diante dos olhos verdes tão sedentes. (É que hoje eu sonhei com o meu primeiro amor - ela tem os olhos verdes - mas será que existe primeiro amor?). Nós nos amávamos tanto, e nos amamos ainda, mesmo sem os beijos e o toque no molhar dos lábios. Se ela estivesse aqui eu iria chamá-la pra badosá. Badosá, e não fazer tropel. Tropear não faz parte do nosso gênero.

Acordei inspirado com a alma ufana, querendo voar, querendo dizer a todo mundo que o importante é ser feliz. Hoje é sábado, e sábado não é dia de lubridiar, é dia de badosá. Vamos?!!!

A primeira garota que eu encontrar hoje vou me arrostar diante dela, espero que ela perceba que a minha alma está sedente. Hoje sou um homem transladado e por isso vejo que preciso badosá.

Badosá - neologismo
Brejas - cervejas
Tropel - confusão, tumulto
Ufana - vaidosa
Lubridiar - objeto de zombaria, desprezo...
Arrostar - olhar de frente
Transladado - transformado

Por Adenildo Lima

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A vida

Dizem que viver é poder sentir os pés no chão. Não concordo. Se eu concordasse seria apenas um ser ambulante sentindo os pés no chão por aí.

Viver, para mim, é bem mais do que apenas sentir os pés no chão. É dividir com as pessoas um sentimento de igualdade, é compartilhar o amor que a cada dia fica mais ausente, é entender o seu amigo nas dores e nos amores, é compartilhar os sentimentos com quem amamos... e entender o motivo de as pessoas odiarem, o ódio também é uma forma de amor.

Não falo do amor destrutivo, desdigo o que disse e falo que o amor é odiar a todos que destroem o sorriso de uma criança, de uma mãe querendo amamentar seu filho. Muitos dizem que acredito em fantasmas, e eu acredito que a sua sombra pode ser bem mais do que passos andando.

Por Adenildo Lima

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sinônimos

As palavras podem até não dizer nada,
Mas o olhar vindo do fundo da alma
Diz tudo sem precisar que a boca fale.

Por Adenildo Lima

Poder

A palavra poder, assim como todas as palavras da língua portuguesa, tem milhões de interpretações, conforme seja intextualizado em seu determinado lugar. Um líder de uma empresa, por exemplo, acredita que o poder é manter um controle do funcionário, como se ele fosse o seu escravo, não tendo o direito a expressão e a liberdade de poder trabalhar feliz, mesmo diante de tanto absurdo desse mundo escravista.

Um líder, antes de qualquer circunstância, é preciso ter a consciência que ali é um ser humano que está prestando serviço para a empresa funcionar; é preciso saber que não é só o funcionário que precisa da empresa para sobreviver, mas sim a empresa que precisa do funcinário - um homem pode viver colhendo seus lírios no campo, mas duvido se uma empresa caminhe só com as máquinas - explicado?

Eu posso afirmar que é possível trabalhar pregando a igualdade sem precisar de se postar como o dono de tudo - aqui quem manda sou eu!!! - isso não existe mais, as próprias empresas já sabem disso, e muitas já estão se familiarizando com o funcionário - começando a vê-lo como algo importante para todo um processo e não um escravo do processo - sim, são poucas, mas você empresário já pode começar, e já!.
Por Adenildo Lima


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Gandhi




















Gandhi lutou por um mundo onde todos pudessem se olhar nos olhos e poder ver a alma de uma criança. "A única revolução possível é dentro de nós.” "Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.” "A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar?" "A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?”.

Por Adenildo Lima

sábado, 12 de julho de 2008

Sábado

- Pedro, acorda! tem telefone pra você.
- Mãe, deixa-me dormir, hoje é sábado. O cansaço de tanto trabalho durante a semana não permite que eu levante.
- Pedro, é uma amiga sua, quer falar contigo.
- Mãe, eu já sei do que se trata. Hoje é sábado, fiquei a madrugada assistindo filmes e lendo as escolas literárias. Preciso dormir até "um pouco mais".
- Filho, você já é maior de idade deve saber o que está fazendo.
- Tudo bem, mãe, acho que sei.

Depois de duas horas Pedro acorda e sua mãe diz:

- Pedro, sua amiga ligou.
- Quem?
- Sua amiga, não lembra? Você disse que ia dormir um pouco mais...
- Mãe, realmente eu estava dormindo, nao lembro de nada disso.
Pedro se levantou, saiu rindo e foi escovar os dentes. Mas alguém estava lhe esperando no outro lado da linha. Na vida, sempre tem alguém nos esperando.
Por Adenildo Lima

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Que coisa linda!


O país que elege e reelege
políticos iguais a estes dois
falta muito na educação
para a sociedade saber
questionar e buscar na vida
o significado da palavra
cidadão.
Por Adenildo Lima

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Asas para a liberdade

Você pode voar, ganhe asas, o mundo não é tão grande assim. Eu acredito em anjos. E você, acredita? Eu acredito em papai noel. E você, acredita? A única coisa que eu não acredito é em milagres.

O bem e o mal sempre existiram, quem já ouviu o mito que o anjo de Deus o desobeceu e foi ser o grande chefe do inferno? Imaginem se teria sentido se só existesse o bem? Não haveria guerras, sangue... por isso que eu gosto das religiões. Elas fazem milagres! Têm líderes religiosos que conseguem milhões e milhões para suprir suas necessidades. Isso é um milagre - ah, eu acredito em milagres, não acredito mais em anjos. (rs)

















E ainda perguntam o motivo de eu não ter religião. Talvez as almas queimadas nas fogueiras consigam responder.
Por Adenildo Lima

sábado, 5 de julho de 2008

Sonhos e palavras












Quem não tem amor, cria o seu e adormece.
Por Adenildo Lima

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Diga-me, o quê?

Os dias passam como o vento. Têm dias que percebemos o seu movimento, a sua essência, têm outros que existem apenas como sequência do dia anterior. Mas se partimos do pressuposto de que não existe passado nem futuro, precisamos aproveitar melhor cada momento vivido.
Por Adenildo Lima