domingo, 1 de junho de 2008

Av. Paulista 31/05/08















O poeta Adenildo Lima no último dia do mês de maio, é fotografado pelas costas, passeando na Avenida Paulista, com sua blusa de frio, debaixo de um frio de aproximadamente 13º. Ele observa com seu olhar crítico o contraste social, diante do pleno poder capitalista simbolizado pela "Av. Paulista".

Foi fotografado pelo seu amigo poeta, o Márcio Ahimsa, que com o mesmo objetivo estavam ali para observar algumas coisas e apreciar outras. Na casa das rosas, alguém fazia lançamento de livro, tinha um público bem burguês, afinal a arte sempre foi feita para a Elite, nós pobres que vamos por aí buscar a verdadeira essência dela.

Mas parece que tudo o que se faz na paulista é arte. Por exemplo, ignorar o sorriso de uma mama áfrica, é verdadeira arte no olhar do povo burguês. expor livros e entrar nas casas que têm suas programações culturais, é arte para o burguês. O povo rico gosta de ser visto como culto.

O poeta apenas observa, quando alguém lhe oferece alguma coisa, ele questiona... se não prestar, vomita na boca destes hipócritas que lêem Graciliano Ramos, mas que nem sabem o que é "vidas secas". Sentir os pés queimando na terra seca, é diferente de conhecer o romance "vidas secas".

Por Adenildo Lima

Nenhum comentário: