quarta-feira, 25 de junho de 2008

Maria e o tempo

Maria se olhou no espelho, arrumou a maquilagem, pôs um batom nos lábios e saiu para o encontro do seu inexperado-futuro-namorado. Ela tinha um corpo desejante, um olhar que saía da alma e transmitia arrepios nos homens, ao olhá-la.

Maria chegou no lugar combinado, olhou para todos os lados e o rapaz não estava. A madrugada se aproximava e num barzinho tocavam covers da Legião Urbana. Sentou numa mesa, pediu uma cerveja e, sozinha, observava tudo naquele lugar. Depois de umas três brejas se levantou foi até ao palco e pediu pra cantar uma canção, uma canção de amor.

Cantou Monte Castelo, agradeceu, desceu do palco e foi sentar lá fora na calçada. O rapaz não chegava, e ela continuava esperando. O dia amanheceu, pegou 0 ônibus e foi para casa.

Ali, sentada ao lado de um rapaz, começaram a conversar, ela disse que estava prestes a casar, que já namorava há 5 anos com o mesmo rapaz, rapaz tradicional, religioso... O jovem ao seu lado ficou ouvindo com toda a atenção necessária.

Em um piscar de olhos os dois se beijam, se abraçam, se calam... e um amor inexperado fala por eles.
Mas o ônibus continua sua viagem.
Por Adenildo Lima

2 comentários:

Rosana disse...

Oi ... gostei do final que vc deu a Maria! Após tanta dedicação e espera por alguém ... ela teve sua compensação e assim é a vida de cada ser humano que espera, acredita e realiza. Não devemos desistir e nem perder as esperanças, pois o acaso ou o destino está sempre preparando algo de muito especial em nossas vidas.

Anônimo disse...

Muitas vezes precisamos esquecer as expectativas de velhos sonhos para podermos viver os novos.