quinta-feira, 24 de abril de 2008

Silêncio das almas

Marina tinha seus 15 anos de idade quando, em uma noite de sexta-feira, resolveu ir a uma balada. Tudo pra ela era festa. Bebeu, usou determinadas drogas com seus amigos e se sentiu livre leve e solta. Depois dançou, beijou e até transou. Quando a noite terminou restou apenas uma determinada solidão,um vazio meio perdido no tempo. E o sol estava nascendo diante dos seus olhos, de várias cores.

O silêncio das almas reinava em seu corpo, já não era mais uma vida naquele corpo cansado e dolorido da noitada. Tinha um silêncio no seu ventre como se fosse um vento, uma luz no meio de um caminho sem saída, pra ela, naquele momento.

Passaram-se alguns dias e ela descobriu que tinha engravidado de um rapaz que ela nem lembrava o rosto. E a noite é assim, tem muitas pessoas sem rosto e sem amor; apenas diversão, solidão, uma busca pra enganar... não se sabe o que. Uma vida estava dentro dela, uma criança sem pai e com uma mãe que ainda não tinha deixado de ser filha. O que fazer? - ela ficou se perguntando.

Nestas horas é difícil uma saída - ela falou. E concluiu: O melhor caminho é pensar antes de fazer qualquer coisa, nunca fazemos nada só, tudo o que fazemos sempre reflete em algum lugar, é a lei da natureza.

Marina pensou muito diante de si mesma, diante da situação... afinal era uma criança que ela estava carregando dentro dela. O narrador desta história (eu) não procurou mais saber o que aconteceu. Ele acredita que por ela ter começado a pensar, tenha tomado uma decisão conforme a sua própria escolha.
(...)
Por: Adenildo Lima

Um comentário:

BELL disse...

SÓ TINHA COMENTADO O PRIMEIRO, MAS LI TODOS...........ESTÁO MUITO BONS, VC TEM UMA SENSIBILIDADE INCRIVEL..........BJOS