quinta-feira, 10 de abril de 2008

O que isso tem pra nos dizer?

Quem já parou para olhar um mendigo deitado na calçada da igreja da Praça da Sé? Um dia eu parei e fiquei tentando entender. Naquela reviravolta de pensamentos resolvi entrar naquele palácio. O prédio é lindo, tem uma arquitetura maravilhosa.













Quando entrei ouvi alguns líderes religiosos pregando o amor, a igualdade... Fiquei me perguntando o que é o amor e o que é a igualdade. Não tive resposta, enquanto se prega uma igualdade no altar temos um cidadão jogado na calçada da mesma sem comida, sem bebida, sem lar... E o pior, sem família. Tive vontade de chorar, mas a minha lágrima talvez fosse pouca demais para lavar tanta sujeira posta nas cadeiras com seus senhores dirigentes.

Não podemos negar, e vamos ser sinceros: tantas religiões neste país, todas pregam a igualdade, o amor, e elas mesmas brigam entre si. Alguém já parou pra pensar sobre isso? Eu já. Que bom seria todos os religiosos, sem placa de igreja, sem nome de entidades, apenas amor, saíssem rua afora, fossem a Brasília e exigissem moradia, boa educação, boa saúde... que bom seria! Eu confesso que também seria um religioso.

Você que talvez não me conhece (e confesso que nunca vai me conhecer) deve se perguntar agora a que caminho sigo. Não sei. O meu caminho é traçado a cada segundo que se passa. Traço o caminho do amor, procuro sempre perguntar o nome das pessoas, procuro sempre levar um sorriso, procuro sempre dizer que as amo, que ela é muito importante para mim, procuro nunca ver cor, nem religião, nem nacionalidade, nem origem, apenas o seu olhar de humano. Isso me deixa feliz nesta caminhada. É, descobri que o meu caminho é esse. Você sabe qual?

Por: Adenildo Lima

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